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Liturgia Diária

18 Setembro 2026

Evangelho e palavra do dia - o pensamento do dia
  • Evangelho e palavra do dia 18 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    15,12-20

    Irmãos,

    se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos,
    como podem alguns dizer entre vós
    que não há ressurreição dos mortos?

    Se não há ressurreição dos mortos,

    então Cristo não ressuscitou.

    E se Cristo não ressuscitou,
    a nossa pregação é vã
    e a vossa fé é vã também.

    Nesse caso, nós seríamos

    testemunhas mentirosas de Deus,
    porque teríamos atestado - contra Deus -
    que ele ressuscitou Cristo,
    quando, de fato, ele não o teria ressuscitado
    - se é verdade que os mortos não ressuscitam.

    Pois, se os mortos não ressuscitam,
    então Cristo também não ressuscitou.

    E se Cristo não ressuscitou,
    a vossa fé não tem nenhum valor
    e ainda estais nos vossos pecados.

    Então, também os que morreram em Cristo pereceram.

    Se é para esta vida
    que pusemos a nossa esperança em Cristo,
    nós somos - de todos os homens -
    os mais dignos de compaixão.

    Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos
    como primícias dos que morreram.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    8,1-3

    Naquele tempo,

    Jesus andava por cidades e povoados,
    pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus.
    Os doze iam com ele;

    e também algumas mulheres
    que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças:
    Maria, chamada Madalena, 

    da qual tinham saído sete demônios;

    Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes;

    Susana, e várias outras mulheres
    que ajudavam a Jesus e aos discípulos
    com os bens que possuíam.

    Jesus (...) escolheu entre os seus discípulos doze homens como Pais do novo Israel, escolheu-os para "estarem com Ele e para os enviar a pregar". Este fato é evidente mas, além dos Doze, colunas da Igreja, pais do novo Povo de Deus, são escolhidas no número dos discípulos também muitas mulheres. (...) Em primeiro lugar, o pensamento dirige-se naturalmente à Virgem Maria que, com a sua fé e a sua obra materna, colaborou de modo único para a nossa Redenção (...) Há depois várias mulheres, que a diversos títulos gravitam em volta da figura de Jesus, com funções de responsabilidade. São exemplo eloquente disto as mulheres que seguiam Jesus para o assistir com os seus bens e das quais Lucas nos transmite alguns nomes: Maria de Magdala, Joana, Susana e "muitas outras" (cf. Lc 8, 2-3) (...) Também no âmbito da Igreja primitiva a presença feminina não é de modo algum secundária. (...) A história do cristianismo teria tido um desenvolvimento muito diferente, se não houvesse a generosa contribuição de muitas mulheres. Por isso (...) “a Igreja rende graças por todas e cada uma das mulheres”. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 14 de fevereiro de 2007)

  • Evangelho e palavra do dia 17 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    15,1-11

    Irmãos, quero lembrar-vos
    o evangelho que vos preguei e que recebestes,
    e no qual estais firmes.

    Por ele sois salvos,
    se o estais guardando
    tal qual ele vos foi pregado por mim.
    De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão.

    Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar,
    aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber:
    que Cristo morreu por nossos pecados,
    segundo as Escrituras;

    que foi sepultado;
    que, ao terceiro dia, ressuscitou,
    segundo as Escrituras;

    e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze.

    Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez.
    Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram.

    Depois, apareceu a Tiago
    e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos.

    Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo.

    Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos,

    nem mereço o nome de apóstolo,
    porque persegui a Igreja de Deus.

    É pela graça de Deus que eu sou o que sou.

    Sua graça para comigo não foi estéril:
    a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos
    – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.

    É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado

    e é isso o que crestes.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    7,36-50

    Naquele tempo,

    um fariseu convidou Jesus 

    para uma refeição em sua casa.
    Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.

    Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora,

    soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu.
    Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume,

    e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus;
    com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés,
    enxugava-os com os cabelos,
    cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.

    Vendo isso, o fariseu que o havia convidado
    ficou pensando:
    "Se este homem fosse um profeta,
    saberia que tipo de mulher está tocando nele,
    pois é uma pecadora".

    Jesus disse então ao fariseu:
    "Simão, tenho uma coisa para te dizer".
    Simão respondeu: 

    "Fala, mestre!"

    "Certo credor tinha dois devedores;
    um lhe devia quinhentas moedas de prata, 

    o outro cinquenta.

    Como não tivessem com que pagar, 

    o homem perdoou os dois.
    Qual deles o amará mais?"

    Simão respondeu:
    "Acho que é aquele ao qual perdoou mais".
    Jesus lhe disse:
    "Tu julgaste corretamente".

    Então Jesus virou-se para a mulher 

    e disse a Simão:
    "Estás vendo esta mulher?
    Quando entrei em tua casa,
    tu não me ofereceste água para lavar os pés;
    ela, porém, banhou meus pés com lágrimas
    e enxugou-os com os cabelos.

    Tu não me deste o beijo de saudação;
    ela, porém, desde que entrei, 

    não parou de beijar meus pés.

    Tu não derramaste óleo na minha cabeça;
    ela, porém, ungiu meus pés com perfume.

    Por esta razão, eu te declaro:
    os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados
    porque ela mostrou muito amor.
    Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor".

    E Jesus disse à mulher:
    "Teus pecados estão perdoados".

    Então, os convidados começaram a pensar:
    "Quem é este que até perdoa pecados?"

    Mas Jesus disse à mulher:
    "Tua fé te salvou. Vai em paz!"

    Jesus costumava aceitar os convites para comer à mesa não apenas por parte dos 'publicanos', mas também dos 'fariseus', que eram os seus mais ardorosos adversários. Lemos isso, por exemplo, em Lucas: 'Um dos fariseus convidou-o a comer com ele. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa' (Lc 7, 36). (...) Durante essa refeição ocorre um fato que lança ainda uma nova luz sobre o comportamento de Jesus em relação à pobre humanidade, composta de tantos “pecadores” que os supostos “justos” desprezam e condenam. Eis que uma mulher conhecida na cidade como pecadora estava entre os presentes e, chorando, beijava os pés de Jesus e os ungia com óleo perfumado. Nasce então um diálogo entre Jesus e o dono da casa, no decorrer do qual Jesus estabelece uma ligação essencial entre a remissão dos pecados e o amor inspirado pela fé: “Seus numerosos pecados lhe estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor . . .”. Depois disse a ela: “Teus pecados te são perdoados . . . Tua fé te salvou; vai em paz!”. (...) Jesus atuava no espírito de um grande amor pelo homem, com base na profunda solidariedade que nutria em si por quem havia sido criado por Deus à sua imagem e semelhança. Em que consiste essa solidariedade? Ela é a manifestação do amor que tem a sua fonte no próprio Deus. O Filho de Deus veio ao mundo para revelar esse amor. (Papa João Paulo II, Audiência Geral de 10 de fevereiro de 1988)

  • Evangelho e palavra do dia 16 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    12,31-13,13

    Irmãos,

    Aspirai aos dons mais elevados.

    Eu vou ainda mostrar-vos 

    um caminho incomparavelmente superior.

    Se eu falasse todas as línguas,
    as dos homens e as dos anjos,
    mas não tivesse caridade,
    eu seria como um bronze que soa
    ou um címbalo que retine.

    Se eu tivesse o dom da profecia,
    se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
    se tivesse toda a fé, 

    a ponto de transportar montanhas,
    mas se não tivesse caridade,
    eu não seria nada.

    Se eu gastasse todos os meus bens
    para sustento dos pobres,
    se entregasse o meu corpo às chamas,
    mas não tivesse caridade,
    isso de nada me serviria.

    A caridade é paciente, é benigna;
    não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece;

    não faz nada de inconveniente, não é interesseira,
    não se encoleriza, não guarda rancor;

    não se alegra com a iniquidade,

    mas regozija-se com a verdade.

    Suporta tudo, crê tudo,
    espera tudo, desculpa tudo.

    A caridade não acabará nunca.
    As profecias desaparecerão,
    as línguas cessarão,
    a ciência desaparecerá.

    Com efeito, o nosso conhecimento é limitado

    e a nossa profecia é imperfeita.

    Mas, quando vier o que é perfeito,
    desaparecerá o que é imperfeito.

    Quando eu era criança, falava como criança,
    pensava como criança, raciocinava como criança.
    Quando me tornei adulto,
    rejeitei o que era próprio de criança.

    Agora nós vemos num espelho, confusamente,
    mas, então, veremos face a face.
    Agora, conheço apenas de modo imperfeito,
    mas, então, conhecerei como sou conhecido.

    Atualmente permanecem estas três coisas:
    fé, esperança, caridade.
    Mas a maior delas é a caridade.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    7,31-35

    Naquele tempo, disse Jesus:

    "Com quem hei de comparar os homens desta geração?
    Com quem eles se parecem?

    São como crianças que se sentam nas praças,
    e se dirigem aos colegas, dizendo:
    'Tocamos flauta para vós e não dançastes;
    fizemos lamentações e não chorastes!'

    Pois veio João Batista, 

    que não comia pão nem bebia vinho,
    e vós dissestes:
    'Ele está com um demônio!'

    Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis:
    'Ele é um comilão e beberrão,
    amigo dos publicanos e dos pecadores!'

    Mas a sabedoria foi justificada
    por todos os seus filhos".

    É precisamente a classe dirigente que fecha as portas ao modo como Deus nos quer salvar. Neste sentido compreendem-se os diálogos fortes de Jesus com a classe dirigente do seu tempo: discutem, o colocam à prova, armam ciladas para ver se ele cai, porque é a resistência à salvação. Jesus lhes diz: ‘Não entendo vocês! São como crianças sentadas numa praça, a se desafiarem mutuamente: nós vos tocamos flauta, mas não dançastes; nós entoamos lamentações, mas não chorastes. O que quereis?’; ‘Queremos a nossa: queremos a salvação, mas à nossa maneira!’. É sempre esse fechamento ao modo de Deus. (...) Eles não acreditam na misericórdia e no perdão: acreditam nos sacrifícios. ‘Misericórdia quero, não sacrifícios’. Acreditam em tudo organizado, bem arrumado, tudo claro. Este é o drama da resistência à salvação. Nós também, cada um de nós tem esse drama dentro de si. Mas nos fará bem nos questionar: (...) Penso que Jesus é o Mestre que ensina a salvação, ou vou procurar um guru que me ensine outra? Um caminho mais seguro, ou refugio-me debaixo do teto das prescrições e dos muitos mandamentos feitos por homens? Assim sinto-me seguro e, com essa — é um pouco duro dizer isso — segurança, compro a minha salvação, que Jesus dá gratuitamente com a gratuidade de Deus? Hoje nos fará bem refletirmos sobre essas perguntas. E a última: eu resisto à salvação de Jesus?. (Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 3 de outubro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 15 setembro 2026

    Leitura da Carta aos Hebreus

    5,7-9

    Cristo, nos dias de sua vida terrestre,
    dirigiu preces e súplicas,
    com forte clamor e lágrimas,
    àquele que era capaz de salvá-lo da morte.
    E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.

    Mesmo sendo Filho,
    aprendeu o que significa a obediência a Deus
    por aquilo que ele sofreu.

    Mas, na consumação de sua vida,
    tornou-se causa de salvação eterna
    para todos os que lhe obedecem.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

    19,25-27

    Naquele tempo,

    perto da cruz de Jesus, estavam de pé
    a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas,
    e Maria Madalena.

    Jesus, ao ver sua mãe
    e, ao lado dela, o discípulo que ele amava,
    disse à mãe:
    "Mulher, este é o teu filho".

    Depois disse ao discípulo:
    "Esta é a tua mãe".
    Daquela hora em diante,
    o discípulo a acolheu consigo.

    João, o único dos Doze que estava presente no Calvário, viu e testemunhou que, aos pés da cruz, estava a mãe de Jesus, junto às outras mulheres (v. 25). E ouviu com os seus próprios ouvidos as últimas palavras do Mestre, entre as quais estas: «Mulher, eis o teu filho!», e depois, dirigidas a ele: «Eis a tua mãe!» (v. 26-27). A maternidade de Maria, através do mistério da Cruz, deu um salto impensável: a mãe de Jesus tornou-se a nova Eva, porque o Filho a associou à sua morte redentora, fonte de vida nova e eterna para cada homem que vem a este mundo. (…) A fecundidade da Igreja é a mesma fecundidade de Maria; e realiza-se na existência dos seus membros na medida em que eles revivem, em menor dimensão, o que a Mãe viveu, isto é, amam segundo o amor de Jesus. Toda a fecundidade da Igreja (...) depende da Cruz de Cristo. Caso contrário, é só aparência, se não pior. Um grande teólogo contemporâneo escreveu: “Se a Igreja é a árvore que cresceu do pequeno grão de mostarda da cruz, esta árvore está destinada a produzir por sua vez grãos de mostarda, e portanto frutos que repetem a forma da cruz, porque é precisamente à cruz que estes grãos devem a sua existência” (H.U. von Balthasar, Cordula ovverosia il caso serio, Queriniana:Brescia, 1969, pp. 45-46). (Papa Leão XIV, Homilia de 9 de junho de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 14 setembro 2026

    Leitura do Livro dos Números

    21,4b-9

    Naqueles dias,

    os filhos de Israel partiram do monte Hor,
    pelo caminho que leva ao mar Vermelho,
    para contornarem o país de Edom.
    Durante a viagem o povo começou a impacientar-se,

    e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, 

    dizendo:
    "Por que nos fizestes sair do Egito
    para morrermos no deserto?
    Não há pão, falta água,
    e já estamos com nojo desse alimento miserável".

    Então o Senhor mandou contra o povo
    serpentes venenosas,
    que os mordiam;
    e morreu muita gente em Israel.

    O povo foi ter com Moisés e disse:
    "Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti.
    Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes".
    Moisés intercedeu pelo povo,

    e o Senhor respondeu:

    "Faze uma serpente de bronze
    e coloca-a como sinal sobre uma haste;
    aquele que for mordido e olhar para ela, viverá".

    Moisés fez, pois, uma serpente de bronze
    e colocou-a como sinal sobre uma haste.
    Quando alguém era mordido por uma serpente,
    e olhava para a serpente de bronze,
    ficava curado.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

    3,13-17

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:

    "Ninguém subiu ao céu,
    a não ser aquele que desceu do céu,
    o Filho do Homem.

    Do mesmo modo
    como Moisés levantou a serpente no deserto,
    assim é necessário
    que o Filho do Homem seja levantado,

    para que todos os que nele crerem
    tenham a vida eterna.

    Pois Deus amou tanto o mundo,
    que deu o seu Filho unigênito,
    para que não morra todo o que nele crer,
    mas tenha a vida eterna.

    De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo
    para condenar o mundo,
    mas para que o mundo seja salvo por ele".

    “Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja elevado, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3, 14-15). A referência é ao episódio em que, durante o êxodo do Egito, os judeus foram atacados por serpentes venenosos, e muitos morreram; então, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e que a pusesse sobre um poste: se alguém fosse mordido pelas serpentes, olhando para a serpente de bronze, ficava curado (cf. Nm 21, 4-9). Também Jesus será elevado sobre a Cruz, para que quem quer que esteja em perigo de morte por causa do pecado, dirigindo-se com fé a Ele, que morreu por nós, seja salvo. «Com efeito, Deus – escreve são João – não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17). (...) Portanto, se é infinito o amor misericordioso de Deus, que chegou a ponto de dar o seu único Filho em resgate pela nossa vida, grande é inclusive a nossa responsabilidade: com efeito, cada um deve reconhecer que está enfermo, para poder ser curado; cada um deve confessar o próprio pecado, para que o perdão de Deus, já conferido na Cruz, possa ter efeito no seu coração e na sua vida. (...) Às vezes o homem gosta mais das trevas do que da luz, porque está apegados aos seus pecados. Mas só abrindo-se à luz, só confessando sinceramente as suas culpas a Deus, encontrará a paz verdadeira, a alegria autêntica. (Papa Bento XVI, Angelus de 18 de março de 2012)

  • Evangelho e palavra do dia 13 setembro 2026

    Primeira Leitura

    Leitura do Livro do Eclesiástico

    27,33-28,9

    O rancor e a raiva são coisas detestáveis;
    até o pecador procura dominá-las.

    Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor,
    que pedirá severas contas dos seus pecados.

    Perdoa a injustiça cometida por teu próximo:
    assim, quando orares, teus pecados serão perdoados.

    Se alguém guarda raiva contra o outro,
    como poderá pedir a Deus a cura?

    Se não tem compaixão do seu semelhante,
    como poderá pedir perdão dos seus pecados?

    Se ele, que é um mortal, guarda rancor,
    quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados?

    Lembra-te do teu fim e deixa de odiar;

    pensa na destruição e na morte,
    e persevera nos mandamentos.

    Pensa nos mandamentos,
    e não guardes rancor ao teu próximo.

    Pensa na aliança do Altíssimo,
    e não leves em conta a falta alheia!

     

    Segunda Leitura

    Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

    14,7-9

    Irmãos:

    Ninguém dentre nós vive para si mesmo
    ou morre para si mesmo.

    Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos;
    se morremos, é para o Senhor que morremos.
    Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor.

    Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto:
    para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

    18,21-35

     

    Naquele tempo,

    Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:

    "Senhor, quantas vezes devo perdoar,
    se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"

    Jesus respondeu:

    "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

    Porque o Reino dos Céus é como um rei
    que resolveu acertar as contas com seus empregados.

    Quando começou o acerto,
    levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.

    Como o empregado não tivesse com que pagar,
    o patrão mandou que fosse vendido como escravo,
    junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía,
    para que pagasse a dívida.

    O empregado, porém, caíu aos pés do patrão
    e, prostrado, suplicava:
    'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!'

    Diante disso, o patrão teve compaixão,
    soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.

    Ao sair dali,
    aquele empregado encontrou um dos seus companheiros
    que lhe devia apenas cem moedas.
    Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:
    'Paga o que me deves'.

    O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:
    'Dá-me um prazo, e eu te pagarei!'

    Mas o empregado não quis saber disso.
    Saiu e mandou jogá-lo na prisão,
    até que pagasse o que devia.

    Vendo o que havia acontecido,
    os outros empregados ficaram muito tristes,
    procuraram o patrão e lhe contaram tudo.

    Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:
    'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida,
    porque tu me suplicaste.

    Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro,
    como eu tive compaixão de ti?'

    O patrão indignou-se
    e mandou entregar aquele empregado aos torturadores,
    até que pagasse toda a sua dívida.

    É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco,
    se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".
    Palavra da Salvação.

    Na parábola, encontramos duas atitudes diferentes: a de Deus - representado pelo rei - que perdoa muito, porque Deus perdoa sempre, e a do homem. Na atitude divina, a justiça está impregnada de misericórdia, enquanto que a atitude humana se limita à justiça. Jesus exorta-nos a abrir-nos corajosamente à força do perdão, porque na vida, sabemos que nem tudo é resolvido pela justiça. Precisamos desse amor misericordioso, que é também a base da resposta do Senhor à pergunta de Pedro que precede a parábola. (...)  A parábola de hoje ajuda-nos a compreender plenamente o significado da frase que recitamos na oração do Pai-Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Mt 6, 12). Estas palavras contêm uma verdade decisiva. Não podemos pretender para nós o perdão de Deus, se, por nossa vez, não concedemos o perdão ao nosso próximo. É uma condição: pensa no fim, no perdão de Deus, e deixa de odiar; afasta o rancor, aquela mosca irritante que volta sempre. Se não nos esforçarmos por perdoar e amar, também não seremos perdoados nem amados. Confiemo-nos à intercessão materna da Mãe de Deus: que ela nos ajude a darmo-nos conta de quanto devemos a Deus, e a recordá-lo sempre, para que possamos ter o nosso coração aberto à misericórdia e à bondade. (Papa Francisco, Angelus de 13 de setembro de 2020)

  • Evangelho e palavra do dia 12 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    10,14-22

    Meus caríssimos, fugi da idolatria.

    Eu vos falo como a pessoas esclarecidas.
    Então, ponderai bem o que eu digo:

    O cálice da bênção, o cálice que abençoamos,
    não é comunhão com o sangue de Cristo?
    E o pão que partimos,
    não é comunhão com o corpo de Cristo?

    Porque há um só pão,
    nós todos somos um só corpo,
    pois todos participamos desse único pão.

    Considerai os filhos de Israel:
    Os que comem as vítimas sacrificais
    não estão em comunhão com o altar?

    Então, o que dizer?
    Que a carne de um sacrifício idolátrico 

    tem algum valor?
    Ou que o ídolo vale alguma coisa?

    - Nada disso.
    O que eu digo é que os idólatras
    oferecem seus sacrifícios aos demônios 

    e não a Deus.
    Ora, eu não quero 

    que entreis em comunhão com os demônios.

    Vós não podeis beber do cálice do Senhor
    e do cálice dos demônios;
    vós não podeis participar da mesa do Senhor
    e da mesa dos demônios.

    Ou, quem sabe, 

    queremos excitar o zelo santo do Senhor?
    Somos porventura mais fortes do que ele?

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,43-49

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

    "Não existe árvore boa que dê frutos ruins,
    nem árvore ruim que dê frutos bons.

    Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos.
    Não se colhem figos de espinheiros,
    nem uvas de plantas espinhosas.

    O homem bom tira coisas boas
    do bom tesouro do seu coração.
    Mas o homem mau tira coisas más 

    do seu mau tesouro,
    pois sua boca fala do que o coração está cheio.

    Por que me chamais: 

    'Senhor! Senhor!',
    mas não fazeis o que eu digo?

    Vou mostrar-vos com quem se parece
    todo aquele que vem a mim, 

    ouve as minhas palavras
    e as põe em prática.

    É semelhante a um homem que construiu uma casa:
    cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha.
    Veio a enchente, a torrente deu contra a casa,
    mas não conseguiu derrubá-la, 

    porque estava bem construída.

    Aquele, porém, que ouve e não põe em prática,
    é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão,
    sem alicerce.
    A torrente deu contra a casa,
    e ela imediatamente desabou;
    e foi grande a ruína dessa casa".

    A rocha. Assim é o Senhor. Quem confia no Senhor estará sempre seguro, porque seus alicerces estão na rocha. É o que Jesus diz no Evangelho. Ele fala de um homem sábio que construiu sua casa sobre uma rocha, ou seja, sobre a confiança no Senhor, sobre as coisas sérias. E essa confiança também é um material nobre, porque o fundamento desta construção de nossa vida é seguro, é forte. E nossa vida também pode ser assim quando nossos alicerces não são fortes. A tempestade chega — e todos nós temos tempestades na vida, todos, do Papa ao último, todos — e não somos capazes de resistir. Muitos dizem: Não, eu vou mudar de vida. E pensam que mudar de vida é se maquiar. Mudar de vida é ir e mudar os alicerces da vida, ou seja, colocar a rocha ali que é Jesus. Eu gostaria de restaurar esta construção, este palácio, porque é muito feio, muito feio e eu gostaria de embelezá-lo um pouco e também garantir os alicerces. Mas se eu refizer a maquiagem e fizer uma enganadora , a coisa não vai para frente; vai cair. Com as aparências, a vida cristã cai. Nós não podemos edificar nossa vida sobre as coisas passageiras, sobre as aparências, sobre fingir que está tudo bem. Vamos à rocha, onde está nossa salvação. E ali seremos todos felizes. Todos. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 5 de dezembro de 2019)

  • Evangelho e palavra do dia 11 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    9,16-19.22b-27

    Irmãos,

    pregar o evangelho não é para mim motivo de glória.
    É antes uma necessidade para mim, uma imposição.
    Ai de mim se eu não pregar o evangelho!

    Se eu exercesse minha função de pregador
    por iniciativa própria,
    eu teria direito a salário.
    Mas, como a iniciativa não é minha,
    trata-se de um encargo que me foi confiado.

    Em que consiste então o meu salário?
    Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça,
    sem usar os direitos que o evangelho me dá.

    Assim, livre em relação a todos,
    eu me tornei escravo de todos,
    a fim de ganhar o maior número possível.

    Com todos, eu me fiz tudo,
    para certamente salvar alguns.

    Por causa do evangelho eu faço tudo,
    para ter parte nele.

    Acaso não sabeis que os que correm no estádio

    correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio?
    Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio.

    Todo atleta se sujeita
    a uma disciplina rigorosa em relação a tudo,
    e eles procedem assim,
    para receberem uma coroa corruptível.
    Quanto a nós, 

    a coroa que buscamos é incorruptível!

    Por isso, eu corro, mas não à toa.
    Eu luto, mas não como quem dá murros no ar.

    Trato duramente o meu corpo e o subjugo,
    para não acontecer que,
    depois de ter proclamado a boa-nova aos outros,
    eu mesmo seja reprovado.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,39-42

    Naquele tempo,

    Jesus contou uma parábola aos discípulos:
    "Pode um cego guiar outro cego?
    Não cairão os dois num buraco?

    Um discípulo não é maior do que o mestre;
    todo discípulo bem formado será como o mestre.

    Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
    e não percebes a trave 

    que há no teu próprio olho?

    Como podes dizer a teu irmão:
    Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
    quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
    Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
    e então poderás enxergar bem
    para tirar o cisco do olho do teu irmão".

    O Evangelho de Lucas nos reapresentou a pergunta de Jesus: “Pode acaso um cego guiar outro cego?” (Lc 6, 39). O Senhor quer dizer que um guia não pode ser cego, deve enxergar bem, se não quiser correr o risco de causar dano às pessoas que lhe foram confiadas. Jesus chama assim a atenção de todos aqueles que têm tarefas educativas ou de liderança (…) a sentirem a responsabilidade, a questionarem-se sobre o caminho certo e a percorrerem-no eles mesmos em primeiro lugar. (...) No trecho de hoje encontramos outra frase muito significativa, a que exorta a não sermos presunçosos e hipócritas. “Por que olhas o cisco no olho de teu irmão e não percebes a trave que há no teu?” (Lc 6, 41). Como é fácil notar os defeitos e os pecados alheios e não ver os próprios! E como podemos perceber se o nosso olho está livre ou se está impedido por uma trave? A verificação vem das nossas ações. É ainda Jesus quem nos diz: “Uma árvore é conhecida por seu próprio fruto” (Lc 6, 44). O fruto são as ações, mas também as palavras. (…) De fato, quem é bom tira o bem do seu coração e da sua boca, e quem é mau tira o mal. (…) Senti-vos responsáveis e orgulhosos de oferecer um testemunho cristão capaz de renovar interior e exteriormente a sociedade. (Papa João Paulo II, Homilia de 1º de março de 1992)

  • Evangelho e palavra do dia 10 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    8,1b-7.11-13

    Irmãos,

    o conhecimento incha, 

    a caridade é que constrói.

    Se alguém acha que conhece bem alguma coisa,
    ainda não sabe como deveria saber.

    Mas se alguém ama a Deus,
    ele é conhecido por Deus!

    Quanto ao comer as carnes 

    de animais sacrificados aos ídolos,
    nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo,
    e que Deus é um só.

    É verdade que alguns são chamados deuses,
    no céu ou na terra,
    e muita gente pensa que existem muitos deuses 

    e muitos senhores.

    Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai,
    de quem vêm todos os seres

    e para quem nós existimos.
    E, ainda, para nós, 

    existe um só Senhor, Jesus Cristo,
    pelo qual tudo existe,
    e nós também existimos por ele.

    Mas nem todos têm esse conhecimento.
    De fato, alguns habituados, até ao presente,
    ao culto dos ídolos,
    comem da carne dos sacrifícios,
    como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos.
    E assim, a sua consciência, que é fraca, 

    fica manchada.

    E então, por causa do teu conhecimento, 

    perece o fraco,
    o irmão pelo qual Cristo morreu.

    Pecando, assim, contra os irmãos
    e ferindo a consciência deles, que é fraca,
    é contra Cristo que pecais.

    Por isso, se um alimento 

    é ocasião de queda para meu irmão,
    nunca mais comerei carne,
    para não escandalizar meu irmão.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,27-38

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

    "A vós que me escutais, eu digo:
    Amai os vossos inimigos
    e fazei o bem aos que vos odeiam,

    bendizei os que vos amaldiçoam,
    e rezai por aqueles que vos caluniam.

    Se alguém te der uma bofetada numa face,

    oferece também a outra.
    Se alguém te tomar o manto,
    deixa-o levar também a túnica.

    Dá a quem te pedir
    e, se alguém tirar o que é teu,
    não peças que o devolva.

    O que vós desejais que os outros vos façam,

    fazei-o também vós a eles.

    Se amais somente aqueles que vos amam,
    que recompensa tereis?
    Até os pecadores amam aqueles que os amam.

    E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem,
    que recompensa tereis?
    Até os pecadores fazem assim.

    E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber,
    que recompensa tereis?
    Até os pecadores emprestam aos pecadores,
    para receber de volta a mesma quantia.

    Ao contrário, amai os vossos inimigos,
    fazei o bem e emprestai
    sem esperar coisa alguma em troca.
    Então, a vossa recompensa será grande,
    e sereis filhos do Altíssimo,
    porque Deus é bondoso 

    também para com os ingratos e os maus.

    Sede misericordiosos,
    como também o vosso Pai é misericordioso.

    Não julgueis e não sereis julgados;
    não condeneis e não sereis condenados;
    perdoai, e sereis perdoados.

    Dai e vos será dado.

    Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante
    será colocada no vosso colo;
    porque com a mesma medida com que medirdes os outros,
    vós também sereis medidos".

    É possível que uma pessoa consiga amar os próprios inimigos? Se dependesse apenas de nós, seria impossível. Mas lembremo-nos que quando o Senhor pede algo, Ele quer oferecê-lo. O Senhor nunca nos pede algo que não nos dê primeiro. Quando Ele me diz para amar os inimigos, quer dar-me a capacidade de o fazer. Sem esta capacidade não conseguiríamos, mas Ele diz-nos “amai o inimigo” e dá-nos a capacidade de amar. Santo Agostinho rezava assim – escutai que bela oração – Senhor, “dai-me o que me pedis e pedi-me o que quereis”, porque mo destes primeiro. O que lhe podemos pedir? O que apraz a Deus oferecer-nos? A força de amar, que não é algo, mas é o Espírito Santo. A força de amar é o Espírito Santo, e com o Espírito de Jesus podemos responder ao mal com o bem, podemos amar quem nos fere.(...) E quanto a nós, procuramos viver as exortações de Jesus? Pensemos numa pessoa que nos feriu. (...) E depois peçamos ao Espírito Santo que aja no nosso coração. Por fim, oremos por aquela pessoa: oremos por aqueles que nos feriram. Quando alguém nos faz algum mal, vamos imediatamente contar aos outros e sentimo-nos vítimas. Paremos e oremos ao Senhor por aquela pessoa, para que Ele a ajude, e então este sentimento de rancor será dissipado. Rezar por quem nos feriu é o primeiro passo para transformar o mal em bem. (Papa Francisco, Angelus de 20 de fevereiro de 2022)

  • Evangelho e palavra do dia 09 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    7,25-31

    Irmãos,

    a respeito das pessoas solteiras,
    não tenho nenhum mandamento do Senhor.
    Mas, como alguém que, por misericórdia de Deus,
    merece confiança, dou uma opinião:

    Penso que, em razão das angústias presentes,
    é vantajoso não se casar,
    é bom cada qual estar assim.

    Estás ligado a uma mulher?
    Não procures desligar-te.
    Não estás ligado a nenhuma mulher?
    Não procures ligar-te.

    Se, porém, casares, não pecas.
    E, se a virgem se casar, não peca.
    Mas as pessoas casadas terão as tribulações
    da vida matrimonial;
    e eu gostaria de poupar-vos isso.

    Eu digo, irmãos, 

    o tempo está abreviado.
    Então, que, doravante, os que têm mulher
    vivam como se não tivessem mulher;

    e os que choram,
    como se não chorassem,
    e os que estão alegres,
    como se não estivessem alegres,
    e os que fazem compras,
    como se não possuíssem coisa alguma;

    e os que usam do mundo,
    como se dele não estivessem gozando.
    Pois a figura deste mundo passa.
    Palavra do Senhor.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,20-26

    Naquele tempo,

    Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse:
    "Bem-aventurados vós, os pobres,
    porque vosso é o Reino de Deus!

    Bem-aventurados, vós que agora tendes fome,

    porque sereis saciados!
    Bem-aventurados vós, que agora chorais,
    porque havereis de rir!

    Bem-aventurados sereis, 

    quando os homens vos odiarem,
    vos expulsarem, vos insultarem
    e amaldiçoarem o vosso nome, 

    por causa do Filho do Homem!

    Alegrai-vos, nesse dia, e exultai
    pois será grande a vossa recompensa no céu;
    porque era assim
    que os antepassados deles tratavam os profetas.

    Mas, ai de vós, ricos,

    porque já tendes vossa consolação!

    Ai de vós, que agora tendes fartura,
    porque passareis fome!
    Ai de vós, que agora rides,
    porque tereis luto e lágrimas!

    Ai de vós quando todos vos elogiam!
    Era assim que os antepassados deles
    tratavam os falsos profetas".

    No monte, Cristo entrega aos discípulos a nova lei, não já aquela escrita em pedras, mas nos corações: é uma lei que renova a nossa vida, tornando-a boa, mesmo quando para o mundo parece fracassada e miserável. Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos, porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça, porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria, porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: “Exultai e alegrai-vos”. (...) É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos. (...) As Bem-aventuranças tornam-se para nós uma prova de felicidade, levando-nos a perguntar-nos se a consideramos como uma conquista que se compra ou um dom que se partilha; se a depositamos em objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham. Na verdade, é “por causa de Cristo” e graças a Ele que a amargura das provações se transforma na alegria dos redimidos: Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição. (Papa Leão XIV, Angelus de 1º de fevereiro de 2026)

  • Evangelho e palavra do dia 08 setembro 2026

    Leitura da Profecia de Miquéias

    5,1-4a

    Assim diz o Senhor:

    "Tu, Belém de Éfrata,
    pequenina entre os mil povoados de Judá,
    de ti há de sair
    aquele que dominará em Israel;
    sua origem vem de tempos remotos,
    desde os dias da eternidade.

    Deus deixará seu povo ao abandono,
    até ao tempo em que uma mãe der à luz;
    e o resto de seus irmãos
    se voltará para os filhos de Israel.

    Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor
    e com a majestade do nome do Senhor seu Deus;
    os homens viverão em paz,
    pois ele agora estenderá o poder
    até aos confins da terra,

    e ele mesmo será a Paz".

     

     

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

    1,1-16.18-23

    Livro da origem de Jesus Cristo,
    filho de Davi, filho de Abraão.

    Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó;
    Jacó gerou Judá e seus irmãos.

    Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar.
    Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram;

    Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson;
    Naasson gerou Salmon;

    Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab.
    Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute.
    Obed gerou Jessé.

    Jessé gerou o rei Davi.
    Davi gerou Salomão,
    daquela que tinha sido a mulher de Urias.

    Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias;

    Abias gerou Asa;

    Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão;
    Jorão gerou Ozias;

    Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz;
    Acaz gerou Ezequias;

    Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon;
    Amon gerou Josias.

    Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
    no tempo do exílio na Babilônia.

    Depois do exílio na Babilônia,
    Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel;

    Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim;
    Eliaquim gerou Azor;

    Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim;
    Aquim gerou Eliud;

    Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã;
    Matã gerou Jacó.

    Jacó gerou José, o esposo de Maria,
    da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.

    A origem de Jesus Cristo foi assim:

    Maria, sua mãe, estava prometida em casamento
    a José, e, antes de viverem juntos,
    ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.

    José, seu marido, era justo
    e, não querendo denunciá-la,
    resolveu abandonar Maria, em segredo.

    Enquanto José pensava nisso,
    eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho,
    e lhe disse:
    "José, Filho de Davi,
    não tenhas medo de receber Maria como tua esposa,
    porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.

    Ela dará à luz um filho,
    e tu lhe darás o nome de Jesus,
    pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados".

    Tudo isso aconteceu para se cumprir
    o que o Senhor havia dito pelo profeta:

    "Eis que a virgem conceberá
    e dará à luz um filho.
    Ele será chamado pelo nome de Emanuel,
    que significa: Deus está conosco".

    O trecho do Evangelho de Mateus apresenta-nos a "genealogia de Jesus Cristo filho de David, filho de Abraão" (Mt 1, 1), sublinhando e tornando mais explícita a fidelidade de Deus à promessa que Ele cumpre não apenas mediante os homens, mas com eles e, como no caso de Jacob, às vezes através de caminhos sinuosos e imprevistos. O Messias esperado, objeto da promessa, é verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem; Filho de Deus, mas inclusive Filho nascido da Virgem, Maria de Nazaré, carne santa de Abraão, em cuja semente serão abençoados todos os povos da terra. Nesta genealogia, além de Maria são recordadas quatro mulheres. Elas não são Sara, Rebeca, Lia nem Raquel, ou seja, as grandes figuras da história de Israel. Ao contrário, paradoxalmente são quatro mulheres pagãs: Raab, Rute, Betsabeia e Tamar, que aparentemente "mancham" a pureza de uma genealogia. Mas nestas mulheres pagãs, que aparecem em pontos determinantes da história da salvação, transparece o mistério da igreja dos pagãos, a universalidade da salvação. (...) São também mulheres pecadoras e assim manifesta-se nelas também o mistério da graça: não são as nossas obras que redimem o mundo, mas é o Senhor que nos confere a vida verdadeira.  (Papa Bento XVI, Homilia com a Comunidade do Centro Aletti, 17 de dezembro de 2009)

  • Evangelho e palavra do dia 07 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    5,1-8

    Irmãos,

    é voz geral que está acontecendo,
    entre vós, um caso de imoralidade;
    e de imoralidade tal 

    que nem entre os pagãos costuma acontecer:
    um dentre vós está convivendo com a própria madrasta.

    No entanto, estais inchados de orgulho,
    ao invés de vestirdes luto,
    a fim de que fosse tirado do meio de vós
    aquele que assim procede?

    Pois bem, embora ausente de corpo,
    mas presente em espírito,
    eu julguei, como se estivesse aí entre vós,
    esse tal que tem procedido assim:

    Em nome do Senhor Jesus
    - estando vós e eu espiritualmente reunidos
    com o poder do Senhor nosso, Jesus -

    entregamos tal homem a Satanás, 

    para a ruína da carne,
    a fim de que o espírito seja salvo, 

    no dia do Senhor.

    Vós vos gloriais sem razão!

    Acaso ignorais 

    que um pouco de fermento leveda a massa toda?

    Lançai fora o fermento velho,
    para que sejais uma massa nova,
    já que deveis ser sem fermento.
    Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, 

    já está imolado.

    Assim, celebremos a festa,
    não com velho fermento,
    nem com fermento de maldade ou de perversidade,
    mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,6-11

    Aconteceu num dia de sábado 

    que Jesus entrou na sinagoga,

    e começou a ensinar.
    Aí havia um homem cuja mão direita era seca.

    Os mestres da Lei e os fariseus o observavam,
    para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado,
    e assim encontrarem motivo para acusá-lo.

    Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos,
    disse ao homem da mão seca:
    "Levanta-te, e fica aqui no meio".
    Ele se levantou, e ficou de pé.

    Disse-lhes Jesus: 

    "Eu vos pergunto:
    O que é permitido fazer no sábado: 

    o bem ou o mal,
    salvar uma vida ou deixar que se perca?"

    Então Jesus olhou para todos 

    os que estavam ao seu redor,
    e disse ao homem: 

    "Estende a tua mão."
    O homem assim o fez e sua mão ficou curada.

    Eles ficaram com muita raiva,
    e começaram a discutir entre si
    sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

    Nos Evangelhos, muitas páginas narram os encontros de Jesus com os doentes e o seu compromisso por cuidar deles. Ele apresenta-se publicamente como alguém que luta contra a enfermidade e que veio para curar o homem de todos os males: o mal do espírito e o mal do corpo. (...)  E quando um pai ou uma mãe, ou então até simplesmente pessoas amigas traziam um doente à sua presença para que o tocasse e curasse, não perdia tempo; a cura vinha antes da lei, até daquela tão sagrada como o descanso do sábado (cf. Mc 3, 1-6). Os doutores da lei repreendiam Jesus porque Ele curava no dia de sábado, fazia o bem no dia de sábado. Mas o amor de Jesus consistia em dar a saúde, em fazer o bem: e isto vem sempre em primeiro lugar! (...) Eis a glória de Deus! Eis a tarefa da Igreja! Ajudar os doentes, sem se perder em bisbilhotices, assistir sempre, consolar, aliviar, estar próximo dos doentes; esta é a sua tarefa.(Papa Francisco, Audiência Geral de 10 de junho de 2015)

  • Evangelho e palavra do dia 06 setembro 2026

    Primeira Leitura

    Leitura da Profecia de Ezequiel

    33,7-9

    Assim diz o Senhor:

    "Quanto a ti, filho do homem,
    eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel.
    Logo que ouvires alguma palavra de minha boca,
    tu os deves advertir em meu nome.

    Se eu disser ao ímpio
    que ele vai morrer, e tu não lhe falares,
    advertindo-o a respeito de sua conduta,
    o ímpio vai morrer por própria culpa,
    mas eu te pedirei contas da sua morte.

    Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta,
    para que se arrependa,
    e ele não se arrepender,
    o ímpio morrerá por própria culpa,
    porém, tu salvarás tua vida.

     

    Segunda Leitura

    Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

    13,8-10

    Irmãos:

    Não fiqueis devendo nada a ninguém,
    a não ser o amor mútuo,
    pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei.

    De fato, os mandamentos:
    "Não cometerás adultério", 

    "Não matarás",
    "Não roubarás", 

    "Não cobiçarás",
    e qualquer outro mandamento, se resumem neste:
    "Amarás a teu próximo como a ti mesmo".

    O amor não faz nenhum mal contra o próximo.
    Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

    18,15-20

    Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:

    "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo,
    mas em particular, a sós contigo!
    Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.

    Se ele não te ouvir,
    toma contigo mais uma ou duas pessoas,
    para que toda a questão seja decidida
    sob a palavra de duas ou três testemunhas.

    Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja.
    Se nem mesmo à Igreja ele ouvir,
    seja tratado como se fosse um pagão
    ou um pecador público.

    Em verdade vos digo,
    tudo o que ligardes na terra será ligado no céu,
    e tudo o que desligardes na terra
    será desligado no céu.

    De novo, eu vos digo:
    se dois de vós estiverem de acordo na terra
    sobre qualquer coisa que quiserem pedir,
    isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus.

    Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome,
    eu estou aí, no meio deles".

    Se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar de caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, recordando-lhe que quanto disse ou fez não é bom. Este modo de agir chama-se correção fraterna: ela não é uma reação à ofensa de que se foi vítima, mas é movida pelo amor ao irmão. (...) Se o irmão não me ouve? No evangelho de hoje Jesus indica uma gradualidade: primeiro, voltar a falar-lhe com outras duas ou três pessoas, para o ajudar a dar-se conta do que fez; se, mesmo assim, ele não aceita a observação, é preciso dizê-lo à comunidade; e se não ouve nem sequer a comunidade, é necessário fazer-lhe sentir o afastamento que ele mesmo causou. (...) Cada um, consciente dos próprios limites e defeitos, está chamado a aceitar a correção fraterna e a ajudar os outros com este serviço especial.(...) Outro fruto da caridade na comunidade é a oração concorde. Jesus diz: “(...) onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, Eu estou no meio deles”. Certamente a oração pessoal é importante, aliás, indispensável, mas o Senhor garante a sua presença à comunidade que — mesmo se for muito pequena — está unida e é unânime, porque reflete a própria realidade de Deus Uno e Trino, comunhão perfeita de amor. (...) Devemos exercitar-nos quer na correção fraterna, que exige muita humildade e simplicidade de coração, quer na oração, para que se eleve a Deus de uma comunidade deveras unida em Cristo. (Papa Bento XVI, Angelus de 4 de setembro de 2011)

  • Evangelho e palavra do dia 05 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    4,6b-15

    Irmãos, 

    apliquei essa doutrina a mim e a Apolo,
    por causa de vós,
    para que o nosso exemplo vos ensine
    a não vos inchar de orgulho,
    tomando o partido de um contra outro,
    e a "não ir além daquilo que está escrito".

    Com efeito, 

    quem é que te faz melhor que os outros?
    O que tens que não tenhas recebido?
    Mas, se recebeste tudo que tens,
    por que, então, te glorias,
    como se não o tivesses recebido?

    Vós já estais saciados!

    Já vos enriquecestes!
    Sem nós, já começastes a reinar!
    Oxalá estivésseis mesmo reinando,
    para nós também reinarmos convosco!

    Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou,
    a nós apóstolos, em último lugar,
    como pessoas condenadas à morte.
    Tornamo-nos um espetáculo para o mundo,
    para os anjos e os homens.

    Nós somos os tolos por causa de Cristo,
    vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo.
    Nós somos os fracos; vós, os fortes.
    Vós sois tratados com toda a estima e atenção,
    e nós, com todo o desprezo.

    Até à presente hora, 

    padecemos fome, sede e nudez;
    somos esbofeteados e vivemos errantes;

    fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos;
    somos injuriados, e abençoamos;
    somos perseguidos, e suportamos;

    somos caluniados, e exortamos.
    Tornamo-nos como que o lixo do mundo,
    a escória do universo,
    até ao presente.

    Escrevo-vos tudo isto,
    não com a intenção de vos envergonhar,
    mas para vos admoestar como meus filhos queridos.

    De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores
    na vida em Cristo,
    não tendes muitos pais.
    Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho,
    vos gerei em Jesus Cristo.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    6,1-5

    Num sábado, Jesus estava passando
    através de plantações de trigo.
    Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas,
    debulhando-as com as mãos.

    Então alguns fariseus disseram:
    "Por que fazeis
    o que não é permitido em dia de sábado?"

    Jesus respondeu-lhes:
    "Acaso vós não lestes
    o que Davi e seus companheiros fizeram,
    quando estavam sentindo fome?

    Davi entrou na casa de Deus,
    pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu,
    e ainda por cima os deu a seus companheiros.
    No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães".

    E Jesus acrescentou:
    "O Filho do Homem é senhor também do sábado".

    Este modo de viver apegados à lei os afastava do amor e da justiça. Cuidavam da lei, negligenciavam a justiça. Cuidavam da lei, negligenciavam o amor. Homens fechados, homens tão apegados à lei, à letra da lei — não à lei, porque a lei é amor; mas à letra da lei —, que sempre fechavam as portas da esperança, do amor, da salvação. (...) Este é o caminho que Jesus nos ensina, totalmente oposto ao dos doutores da lei. E este caminho, que vai do amor à justiça, leva a Deus. Em contrapartida, o outro caminho, o de estar apegado só à lei, à letra da lei, leva ao fechamento, ao egoísmo. O caminho que vai do amor ao conhecimento e ao discernimento, ao pleno cumprimento, leva à santidade, à salvação, ao encontro com Jesus. Já este outro caminho leva ao egoísmo, à soberba de se sentir justo, àquela “santidade” - entre aspas - das aparências (...) Jesus se aproxima: a proximidade é a própria prova de que estamos no verdadeiro caminho. Porque é exatamente esse o caminho que Deus escolheu para nos salvar: a proximidade. Ele se aproximou de nós, fez-se homem. Deus, que se fez homem como um de nós, e nós, que devemos nos fazer como os outros, como os necessitados, como aqueles que precisam da nossa ajuda. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta de 31 de outubro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 04 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    4,1-5

    Irmãos:

    Que todo o mundo nos considere 

    como servidores de Cristo 

    e administradores dos mistérios de Deus.

    A este respeito,
    o que se exige dos administradores
    é que sejam fiéis.

    Quanto a mim, 

    pouco me importa ser julgado por vós
    ou por algum tribunal humano.

    Nem eu me julgo a mim mesmo.

    É verdade que a minha consciência 

    não me acusa de nada.
    Mas não é por isso 

    que eu posso ser considerado justo.

    Quem me julga é o Senhor.
    Portanto, não queirais julgar antes do tempo.
    Aguardai que o Senhor venha.
    Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas
    e manifestará os projetos dos corações.
    Então, cada um receberá de Deus
    o louvor que tiver merecido.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    5,33-39

    Naquele tempo,

    os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus:
    "Os discípulos de João,
    e também os discípulos dos fariseus,
    jejuam com frequência e fazem orações.

    Mas os teus discípulos comem e bebem".

    Jesus, porém, lhes disse:
    "Os convidados de um casamento podem fazer jejum
    enquanto o noivo está com eles?

    Mas dias virão em que o noivo 

    será tirado do meio deles.
    Então, naqueles dias, eles jejuarão".

    Jesus contou-lhes ainda uma parábola:
    "Ninguém tira retalho de roupa nova
    para fazer remendo em roupa velha;
    senão vai rasgar a roupa nova,
    e o retalho novo não combinará com a roupa velha.

    Ninguém coloca vinho novo em odres velhos;
    porque, senão, o vinho novo
    arrebenta os odres velhos e se derrama;
    e os odres se perdem.

    Vinho novo deve ser colocado em odres novos.

    E ninguém, depois de beber vinho velho,
    deseja vinho novo;
    porque diz: o velho é melhor".

    O vinho novo deve ser derramado em odres novos. Eis a novidade do Evangelho. Que nos traz o Evangelho? Alegria e novidade. Estes doutores da lei atinham-se aos seus mandamentos, às suas prescrições. São Paulo, falando deles, nos diz que antes que a fé chegasse — ou seja Jesus — todos nós estávamos guardados como prisioneiros sob a lei. Mas esta lei não era má: custodiados mas presos, na expectativa que a fé chegasse. Exatamente aquela fé que teria sido revelada em Jesus. (...) Jesus disse: eu não venho fechar a lei, mas levá-la à sua plenitude. E a plenitude da lei, por exemplo, são as bem-aventuranças, a lei do amor, o amor total, como Jesus nos amou. Quando Jesus repreende estas pessoas, estes doutores da lei, repreende-os por não terem guardado o povo com a lei, mas por o terem tornado escravo de tantas pequenas leis, de tantas pequenas coisas que deviam fazer. (…) São Paulo distingue bem: filhos da lei e filhos da fé. Ao vinho novo, odres novos. Por isso a Igreja pede, a todos nós, algumas mudanças. Pede que ponhamos de lado as estruturas caducas: não servem! E que procuremos odres novos, os do Evangelho. Não se pode compreender a mentalidade, por exemplo, destes doutores da lei, destes teólogos fariseus, com o espírito do Evangelho. São coisas diversas. O estilo do Evangelho é diverso, que leva à plenitude da lei! Sim! Mas de maneira nova: é o vinho novo, em odres novos. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta de 5 de setembro de 2014)


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