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Liturgia Diária

09 Outubro 2026

Evangelho e palavra do dia - o pensamento do dia
  • Evangelho e palavra do dia 09 outubro 2026

    Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
    3,7-14

    Irmãos,
    ficai pois cientes que os que creem
    é que são verdadeiros filhos de Abraão.
    E a Escritura,
    prevendo que Deus justificaria as nações pagãs pela fé,
    anunciou, muito antes, a Abraão:
    "Em ti serão abençoadas todas as nações".
    Portanto, os crentes são abençoados
    com o crente Abraão.
    Aliás, todos os que põem sua confiança na prática da Lei
    estão ameaçados pela maldição,
    porque está escrito:
    "Maldito quem não cumprir perseverantemente
    tudo o que está escrito no livro da Lei".
    Pela Lei ninguém se justifica perante Deus;
    isso é evidente porque o justo vive da fé.
    E a Lei não se funda na fé mas no cumprimento:
    Aquele que cumpre a Lei, por ela viverá.
    Cristo resgatou-nos da maldição da Lei,
    fazendo-se maldição por nós,
    pois está escrito:
    'Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro!'
    Assim a bênção de Abraão
    se estendeu aos pagãos em Cristo Jesus
    e pela fé recebemos a promessa do Espírito.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    11,15-26

    Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio.
    Mas alguns disseram:
    "É por Belzebu, o príncipe dos demônios,
    que ele expulsa os demônios".
    Outros, para tentar Jesus,
    pediam-lhe um sinal do céu.
    Mas, conhecendo seus pensamentos,
    Jesus disse-lhes:
    "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído;
    e cairá uma casa por cima da outra.
    Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo,
    como poderá sobreviver o seu reino?
    Vós dizeis que é por Belzebu
    que eu expulso os demônios.
    Se é por meio de Belzebu
    que eu expulso demônios,
    vossos filhos os expulsam por meio de quem?
    Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.
    Mas, se é pelo dedo de Deus
    que eu expulso os demônios,
    então chegou para vós o Reino de Deus.
    Quando um homem forte e bem armado
    guarda a própria casa,
    seus bens estão seguros.
    Mas, quando chega um homem mais forte do que ele,
    vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava,
    e reparte o que roubou.
    Quem não está comigo, está contra mim.
    E quem não recolhe comigo, dispersa.
    Quando o espírito mau sai de um homem,
    fica vagando em lugares desertos,
    à procura de repouso;
    não o encontrando, ele diz:
    'Vou voltar para minha casa de onde saí'.
    Quando ele chega,
    encontra a casa varrida e arrumada.
    Então ele vai, e traz consigo
    outros sete espíritos piores do que ele.
    E, entrando, instalam-se aí.
    No fim, esse homem
    fica em condição pior do que antes".

    O verdadeiro problema (...) que muitas vezes esquecemos, é que a conversão não apenas nos torna cientes do mal e faz-nos escolher o bem, mas ao mesmo tempo leva o mal a evoluir, a tornar-se cada vez mais insidioso, a disfarçar-se sob novas formas para termos dificuldade em o reconhecer. É uma verdadeira luta. O tentador volta sempre, e volta travestido. (...) Neste sentido, uma das virtudes mais úteis que havemos de praticar é a da vigilância. Jesus descreve a necessidade desta atenção a nós mesmos e à Igreja (...) com um exemplo elucidativo: «Quando um espírito maligno sai dum homem – diz Jesus –, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não o encontrando, diz: “Vou voltar para a minha casa donde saí”. Ao chegar, encontra-a varrida e arrumada. Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro» (Lc 11, 24-26). A nossa primeira conversão repõe uma certa ordem: o mal, que individuamos e tentamos erradicar da nossa vida, afasta-se efetivamente de nós; mas seria ingênuo pensar que vai ficar longe por muito tempo. Na realidade, pouco depois volta a apresentar-se-nos sob uma nova roupagem. Se antes aparecia rude e violento, agora, ao invés, comporta-se de forma mais elegante e educada. E assim temos necessidade mais uma vez de o individuar e desmascarar. São – perdoai-me a expressão – os «demônios educados»: entram com educação, sem me aperceber. Só a prática diária do exame de consciência é que nos pode fazer dar conta disso. Daqui se vê como é importante o exame de consciência para velar pela casa. (Papa Francisco, Discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2022)

  • Evangelho e palavra do dia 08 outubro 2026

    Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
    3,1-5

    Ó gálatas insensatos,
    quem é que vos fascinou?
    Diante de vossos olhos,
    não foi acaso representado,
    como que ao vivo,
    Jesus Cristo crucificado?
    Só isto quero saber de vós:
    Recebestes o Espírito pela prática da Lei
    ou pela fé através da pregação?
    Sois assim tão insensatos?
    A ponto de,
    depois de terdes começado pelo espírito,
    quererdes terminar pela carne?
    Foi acaso em vão que sofrestes tanto?
    Se é que foi mesmo em vão!
    Aquele que vos dá generosamente o Espírito
    e realiza milagres entre vós,
    faz isso porque praticais a Lei
    ou porque crestes, através da pregação?

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    11,5-13

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
    "Se um de vós tiver um amigo
    e for procurá-lo à meia-noite
    e lhe disser:
    'Amigo, empresta-me três pães,
    porque um amigo meu chegou de viagem
    e nada tenho para lhe oferecer',
    e se o outro responder lá de dentro:
    'Não me incomodes!
    Já tranquei a porta,
    e meus filhos e eu já estamos deitados;
    não me posso levantar para te dar os pães';
    eu vos declaro:
    mesmo que o outro não se levante
    para dá-los porque é seu amigo,
    vai levantar-se
    ao menos por causa da impertinência dele
    e lhe dará quanto for necessário.
    Portanto, eu vos digo:
    pedi e recebereis;
    procurai e encontrareis;
    batei e vos será aberto.
    Pois quem pede, recebe;
    quem procura, encontra;
    e, para quem bate, se abrirá.
    Será que algum de vós que é pai,
    se o filho pedir um peixe,
    lhe dará uma cobra?
    Ou ainda, se pedir um ovo,
    lhe dará um escorpião?
    Ora, se vós que sois maus,
    sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,
    quanto mais o Pai do Céu dará o E

    «Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á» (Lc 11, 9). Com estas palavras, Jesus convida a dirigirmo-nos com confiança ao Pai, sejam quais forem as nossas necessidades. (...) Com efeito, «Pedir» é reconhecer, na pobreza, que tudo é dom do Senhor e de tudo se deve dar graças; «procurar» é abrir-se, na obediência, à descoberta quotidiana da via a seguir no caminho da santidade, segundo os desígnios de Deus; «bater» é pedir e oferecer aos irmãos, com coração casto, os dons recebidos, esforçando-se por amar a todos com respeito e gratuidade. (...) «Pedir», «procurar», «bater» significa também olhar para trás, para a própria existência, trazendo à mente e ao coração o que o Senhor realizou, ao longo dos anos, para multiplicar os talentos, para aumentar e purificar a fé, para tornar mais generosa e livre a caridade. Por vezes, isto aconteceu em circunstâncias alegres, outras vezes por caminhos mais difíceis de compreender, talvez passando até pelo misterioso crisol do sofrimento; porém, sempre abraçados por aquela bondade paterna que caracteriza a sua ação em nós e através de nós, para o bem da Igreja (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 43). (...) Sem Ele nada existe, nada tem sentido, nada tem valor, e o vosso «pedir», «procurar» e «bater», tanto na oração como na vida, diz respeito também a esta verdade. (Papa Leão XIV, Homilia de 9 de outubro de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 07 outubro 2026

    Leitura dos Atos dos Apóstolos
    1,12-14

    Depois que Jesus subiu ao céu,
    os apóstolos voltaram para Jerusalém,
    vindo do monte das Oliveiras,
    que fica perto de Jerusalém,
    a mais ou menos um quilômetro.
    Entraram na cidade e subiram para a sala de cima,
    onde costumavam ficar.
    Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé,
    Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu,
    Simão Zelota e Judas, filho de Tiago.
    Todos eles perseveravam na oração em comum,
    junto com algumas mulheres, entre as quais Maria,
    mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    1,26-38

    Naquele tempo,
    o anjo Gabriel foi enviado por Deus
    a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
    a uma virgem, prometida em casamento
    a um homem chamado José.
    Ele era descendente de Davi
    e o nome da virgem era Maria.
    O anjo entrou onde ela estava e disse:
    "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
    Maria ficou perturbada com estas palavras
    e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
    O anjo, então, disse-lhe:
    "Não tenhas medo, Maria,
    porque encontraste graça diante de Deus.
    Eis que conceberás e darás à luz um filho,
    a quem porás o nome de Jesus.
    Ele será grande,
    será chamado Filho do Altíssimo,
    e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
    Ele reinará para sempre
    sobre os descendentes de Jacó,
    e o seu reino não terá fim".
    Maria perguntou ao anjo:
    "Como acontecerá isso,
    se eu não conheço homem algum?"
    O anjo respondeu:
    "O Espírito virá sobre ti,
    e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
    Por isso, o menino que vai nascer
    será chamado Santo, Filho de Deus.
    Também Isabel, tua parenta,
    concebeu um filho na velhice.
    Este já é o sexto mês daquela
    que era considerada estéril,
    porque para Deus nada é impossível".
    Maria, então, disse:
    "Eis aqui a serva do Senhor;
    faça-se em mim segundo a tua palavra!"
    E o anjo retirou-se.

    "Não temer". Eis o elemento constitutivo da vocação: pois o homem teme. (...) Não temas, não temas porque encontraste a Graça, não temas a vida, não temas a tua maternidade, não temas o teu matrimônio, não temas o teu sacerdócio porque encontraste a Graça. Esta certeza, estar consciente disto ajuda-nos como ajudou Maria. (...) Eis que todos os homens nascem do teu sim. Deve saber-se isto: tal sim à imitação de Maria, tal sim cria a alegria, uma nova vida, um sopro, uma bênção. (...) E assim, analogamente. segundo uma devida proporção, o teu sim, a tua felicidade — marido, esposa, jovem, médico, professor — o teu diferente sim cria uma alegria, o mundo renasce; e a vida humana — nas diversas dimensões, na dimensão social, nos diversos ambientes, familiares, paroquiais, profissionais — torna-se mais humana, graças a tal sim. (São João Paulo II, Discurso ao Pontifício Seminário Maior de Roma, 25 de março de 1982)

  • Evangelho e palavra do dia 06 outubro 2026

    Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
    1,13-24

    Irmãos,
    certamente ouvistes falar
    como foi outrora a minha conduta no judaísmo,
    com que excessos perseguia
    e devastava a Igreja de Deus
    e como progredia no judaísmo
    mais do que muitos judeus de minha idade,
    mostrando-me extremamente zeloso
    das tradições paternas.
    Quando, porém,
    aquele que me separou desde o ventre materno
    e me chamou por sua graça
    se dignou revelar-me o seu Filho,
    para que eu o pregasse entre os pagãos,
    não consultei carne nem sangue
    nem subi, logo, a Jerusalém
    para estar com os que eram apóstolos antes de mim.
    Pelo contrário, parti para a Arábia
    e, depois, voltei ainda a Damasco.
    Três anos mais tarde, fui a Jerusalém
    para conhecer Cefas
    e fiquei com ele quinze dias.
    E não estive com nenhum outro apóstolo,
    a não ser Tiago, o irmão do Senhor.
    Escrevendo estas coisas,
    afirmo diante de Deus que não estou mentindo.
    Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia.
    Ainda não era pessoalmente conhecido
    das igrejas da Judéia que estão em Cristo.
    Apenas tinham ouvido dizer que
    "aquele que, antes, nos perseguia,
    está agora pregando a fé
    que, antes, procurava destruir".
    E glorificavam a Deus por minha causa.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    10,38-42

    Naquele tempo,
    Jesus entrou num povoado,
    e certa mulher, de nome Marta,
    recebeu-o em sua casa.
    Sua irmã, chamada Maria,
    sentou-se aos pés do Senhor,
    e escutava a sua palavra.
    Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres.
    Ela aproximou-se e disse:
    "Senhor, não te importas que minha irmã
    me deixe sozinha, com todo o serviço?
    Manda que ela me venha ajudar!"
    O Senhor, porém, lhe respondeu:
    "Marta, Marta! Tu te preocupas
    e andas agitada por muitas coisas.
    Porém, uma só coisa é necessária.
    Maria escolheu a melhor parte
    e esta não lhe será tirada".

    É preciso humildade tanto para hospedar como para ser hospedado. É necessário delicadeza, atenção, abertura. No Evangelho, Marta arrisca-se a não entrar plenamente na alegria desta permuta. Está tão preocupada com o que tem de fazer para acolher Jesus, que se arrisca a estragar um momento inesquecível de encontro. Marta é uma pessoa generosa, mas Deus chama-a a algo mais bonito do que a própria generosidade: Ele chama-a a sair de si mesma. Caríssimos irmãos e irmãs, só isto faz florescer a nossa vida: abrirmo-nos a algo que nos tira de nós mesmos e ao mesmo tempo nos preenche. No momento em que Marta se queixa porque a irmã a deixou sozinha a servir (cf. v. 40), Maria, conquistada pela palavra de Jesus, como que perdeu a noção do tempo. Não é menos concreta do que a sua irmã, nem menos generosa. Mas aproveitou a oportunidade. Por isso Jesus repreende Marta: porque ela ficou fora de uma intimidade que lhe daria também muita alegria (cf. vv. 41-42). (...) Por vezes, não nos damos a nós mesmos a melhor parte. Precisamos repousar um pouco, com o desejo de aprender mais sobre a arte da hospitalidade. (...) Com efeito, todo o encontro verdadeiro é gratuito e não se compra: seja o encontro com Deus, seja o encontro com os outros, seja o encontro com a natureza. É preciso simplesmente fazer-se hóspede: dar espaço e também pedi-lo; acolher e deixar-se acolher. Temos muito para receber e não apenas para dar. (Papa Leão XIV, Angelus de 20 de julho de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 05 outubro 2026

    Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
    1,6-12

    Irmãos,
    admiro-me de terdes abandonado tão depressa
    aquele que vos chamou, na graça de Cristo,
    e de terdes passado para um outro evangelho.
    Não que haja outro evangelho,
    mas algumas pessoas vos estão perturbando
    e querendo mudar o evangelho de Cristo.
    Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu
    vos pregasse um evangelho
    diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado.
    Como já dissemos e agora repito:
    Se alguém vos pregar um evangelho
    diferente daquele que recebestes, seja excomungado.
    Será que eu estou buscando a aprovação dos homens
    ou a aprovação de Deus?
    Ou estou procurando agradar aos homens?
    Se eu ainda estivesse preocupado
    em agradar aos homens,
    não seria servo de Cristo.
    Irmãos, asseguro-vos
    que o evangelho pregado por mim
    não é conforme a critérios humanos.
    Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum,
    mas por revelação de Jesus Cristo.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    10,25-37

    Naquele tempo,
    um mestre da Lei se levantou
    e, querendo pôr Jesus em dificuldade,
    perguntou:
    "Mestre, que devo fazer
    para receber em herança a vida eterna?"
    Jesus lhe disse:
    "O que está escrito na Lei?
    Como lês?"
    Ele então respondeu:
    "Amarás o Senhor, teu Deus,
    de todo o teu coração e com toda a tua alma,
    com toda a tua força e com toda a tua inteligência;
    e ao teu próximo como a ti mesmo!"
    Jesus lhe disse:
    "Tu respondeste corretamente.
    Faze isso e viverás".
    Ele, porém, querendo justificar-se,
    disse a Jesus:
    "E quem é o meu próximo?"
    Jesus respondeu:
    "Certo homem descia de Jerusalém para Jericó
    e caiu nas mãos de assaltantes.
    Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no,
    e foram-se embora deixando-o quase morto.
    Por acaso, um sacerdote
    estava descendo por aquele caminho.
    Quando viu o homem,
    seguiu adiante, pelo outro lado.
    O mesmo aconteceu com um levita:
    chegou ao lugar, viu o homem
    e seguiu adiante, pelo outro lado.
    Mas um samaritano que estava viajando,
    chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.
    Aproximou-se dele e fez curativos,
    derramando óleo e vinho nas feridas.
    Depois colocou o homem em seu próprio animal
    e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.
    No dia seguinte, pegou duas moedas de prata
    e entregou-as ao dono da pensão, recomendando:
    "Toma conta dele!
    Quando eu voltar,
    vou pagar o que tiveres gasto a mais'.
    E Jesus perguntou:
    "Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem
    que caiu nas mãos dos assaltantes?"
    Ele respondeu:
    "Aquele que usou de misericórdia para com ele".
    Então Jesus lhe disse:
    "Vai e faze a mesma coisa".

    A parábola que Jesus narra tem como cenário uma estrada, e é uma estrada difícil e impérvia, como a vida. (...) No entanto, a vida é feita de encontros e, nestes encontros, revelamo-nos pelo que somos. Encontramo-nos diante do outro, perante a sua fragilidade e a sua fraqueza, e podemos decidir o que fazer: cuidar dele ou fingir que nada aconteceu. Um sacerdote e um levita descem por aquela mesma estrada. São pessoas que prestam serviço no Templo de Jerusalém, que habitam o espaço sagrado. Todavia, a prática do culto não leva automaticamente a ser compassivo. Com efeito, antes de ser uma questão religiosa, a compaixão é uma questão de humanidade! Antes de sermos crentes, somos chamados a ser humanos! (...) Mas eis que chega alguém que efetivamente é capaz de parar: trata-se de um samaritano, portanto de alguém que pertence a um povo desprezado (cf. 2 Rs 17). No seu caso, o texto não especifica a direção, mas diz apenas que se encontrava a caminho. Aqui, a religiosidade não tem nada a ver com isto. Este samaritano detém-se simplesmente porque é um homem diante de outro homem que precisa de ajuda. (...) Quando também nós seremos capazes de interromper o nosso caminho e ter compaixão? Quando compreendermos que o homem ferido ao longo da estrada representa cada um de nós. E então a recordação de todas as vezes que Jesus parou para cuidar de nós tornar-nos-á mais capazes de compaixão. (Papa Leão XIV, Audiência Geral de 28 de maio de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 04 outubro 2026

    PRIMEIRA LEITURA

    Leitura do Livro do Profeta Isaías
    5,1-7

    Vou cantar para o meu amado
    o cântico da vinha de um amigo meu:
    Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta.
    Cercou-a, limpou-a de pedras,
    plantou videiras escolhidas,
    edificou uma torre no meio e construiu um lagar;
    esperava que ela produzisse uvas boas,
    mas produziu uvas selvagens.
    Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá,
    julgai a minha situação e a de minha vinha.
    O que poderia eu ter feito a mais por minha vinhae não fiz?

    Eu contava com uvas de verdade,
    mas, por que produziu ela uvas selvagens?
    Pois agora vou mostrar-vos
    o que farei com minha vinha:
    vou desmanchar a cerca, e ela será devastada;
    vou derrubar o muro, e ela será pisoteada.
    Vou deixá-la inculta e selvagem:
    ela não será podada nem lavrada,
    espinhos e sarças tomarão conta dela;
    não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela.
    Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos
    é a casa de Israel,
    e o povo de Judá, sua dileta plantação;
    eu esperava deles frutos de justiça — e eis injustiça;
    esperava obras de bondade — e eis iniquidade.

     

    SEGUNDA LEITURA

    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
    4,6-9

    Irmãos:
    Não vos inquieteis com coisa alguma,
    mas apresentai as vossas necessidades a Deus,
    em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças.
    E a paz de Deus,
    que ultrapassa todo o entendimento,
    guardará os vossos corações e pensamentos
    em Cristo Jesus.
    Quanto ao mais, irmãos,
    ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável,
    justo, puro, amável, honroso,
    tudo o que é virtude
    ou de qualquer modo mereça louvor.
    Praticai o que aprendestes e recebestes de mim,
    ou que de mim vistes e ouvistes.
    Assim o Deus da paz estará convosco.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
    21,33-43

    Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes
    e aos anciãos do povo:
    33
    "Escutai esta outra parábola:
    Certo proprietário plantou uma vinha,
    pôs uma cerca em volta,
    fez nela um lagar para esmagar as uvas,
    e construiu uma torre de guarda.
    Depois, arrendou-a a vinhateiros,
    e viajou para o estrangeiro.
    34
    Quando chegou o tempo da colheita,
    o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros
    para receber seus frutos.
    35
    Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados,
    espancaram a um, mataram a outro,
    e ao terceiro apedrejaram.
    36
    O proprietário mandou de novo outros empregados,
    em maior número do que os primeiros.
    Mas eles os trataram da mesma forma.
    37
    Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho,
    pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'.
    38
    Os vinhateiros, porém, ao verem o filho,
    disseram entre si: 'Este é o herdeiro.
    Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!'
    39
    Então agarraram o filho,
    jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
    40
    Pois bem, quando o dono da vinha voltar,
    o que fará com esses vinhateiros?"
    41
    Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
    "Com certeza mandará matar de modo violento
    esses perversos
    e arrendará a vinha a outros vinhateiros,
    que lhe entregarão os frutos no tempo certo".
    42
    Então Jesus lhes disse:
    "Vós nunca lestes nas Escrituras:
    'A pedra que os construtores rejeitaram
    tornou-se a pedra angular;
    isto foi feito pelo Senhor
    e é maravilhoso aos nossos olhos?'
    43
    Por isso, eu vos digo:
    o Reino de Deus vos será tirado
    e será entregue a um povo que produzirá frutos".

    Hoje o Evangelho apresenta-nos uma parábola dramática, com um epílogo triste (cf. Mt 21, 33-43). O proprietário de um terreno plantou ali uma vinha e cuidou bem dela; depois, tendo de partir, confia-a a alguns camponeses. Na altura da colheita, manda os seus servos fazer a colheita. Mas os camponeses maltratam-nos e matam-nos; depois o dono manda o seu filho, e também o matam. Por quê? O que é que correu mal? (...) Com esta parábola, Jesus recorda-nos o que acontece quando o homem se ilude é autossuficiente e esquece a gratidão, esquece a realidade fundamental da vida: que o bem vem da graça de Deus, que o bem vem do seu dom gratuito. Quando se esquece disto, da gratuidade de Deus, acaba por viver a própria condição e a própria limitação já não com a alegria de se sentir amado e salvo, mas com a triste ilusão de não precisar nem de amor nem de salvação. Não nos deixamos amar e ficamos prisioneiros da própria avidez, prisioneiros da necessidade de ter algo mais do que os outros, de querer sobressair sobre os outros. É feio, este processo, e acontece-nos muitas vezes. Pensemos seriamente nisto. Daí nascem tantas insatisfações e recriminações, tantas incompreensões e tanta inveja; e, movidos pelo ressentimento, podemos precipitar no vórtice da violência. Sim, queridos irmãos e irmãs, a ingratidão gera violência, tira-nos a paz e faz-nos ouvir e falar aos gritos, sem paz, enquanto um simples “obrigado” pode trazer a paz! (Papa Francisco, Angelus de 8 de outubro de 2023)

  • Evangelho e palavra do dia 03 outubro 2026

    Leitura do Livro de Jó
    42,1-3.5-6.12-16 (hebr. 1-3.5-6.12-17)

    Jó respondeu ao Senhor, dizendo:
    "Reconheço que podes tudo
    e que para ti nenhum pensamento é oculto.
    - Quem é esse que ofusca a Providência,
    sem nada entender?
    Falei, pois, de coisas que não entendia,
    de maravilhas que ultrapassam a minha compreensão.
    Conhecia o Senhor apenas por ouvir falar,
    mas, agora, eu o vejo com meus olhos.
    Por isso me retrato
    e faço penitência no pó e na cinza".
    O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida
    mais do que no princípio;
    ele possuía agora catorze mil ovelhas,
    seis mil camelos,
    mil juntas de bois e mil jumentas.
    Teve outros sete filhos e três filhas:
    a primeira chamava-se "Rola",
    a segunda "Cássia", e a terceira "Azeviche".
    Não havia em toda a terra
    mulheres mais belas que as filhas de Jó.
    Seu pai lhes destinou uma parte da herança,
    entre os seus irmãos.
    Depois destes acontecimentos,
    Jó viveu cento e quarenta anos,
    e viu seus filhos e os filhos de seus filhos
    até a quarta geração.
    E Jó morreu velho e repleto de anos.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    10,17-24

    Naquele tempo,
    os setenta e dois voltaram muito contentes,
    dizendo:
    "Senhor, até os demônios nos obedeceram
    por causa do teu nome".
    Jesus respondeu:
    "Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago.
    Eu vos dei o poder
    de pisar em cima de cobras e escorpiões
    e sobre toda a força do inimigo.
    E nada vos poderá fazer mal.
    Contudo, não vos alegreis
    porque os espíritos vos obedecem.
    Antes, ficai alegres porque vossos nomes
    estão escritos no céu".
    Naquele momento,
    Jesus exultou no Espírito Santo e disse:
    "Eu te louvo, Pai,
    Senhor do céu e da terra,
    porque escondeste essas coisas
    aos sábios e inteligentes,
    e as revelaste aos pequeninos.
    Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
    Tudo me foi entregue pelo meu Pai.
    Ninguém conhece quem é o Filho,
    a não ser o Pai;
    e ninguém conhece quem é o Pai,
    a não ser o Filho
    e aquele a quem o Filho o quiser revelar".
    Jesus voltou-se para os discípulos
    e disse-lhes em particular:
    "Felizes os olhos que veem o que vós vedes!
    Pois eu vos digo
    que muitos profetas e reis quiseram ver
    o que estais vendo, e não puderam ver;
    quiseram ouvir o que estais ouvindo,
    e não puderam ouvir".

    Os evangelistas Mateus e Lucas (cf. Mt 11, 25-30; e Lc 10, 21-22) deixaram-nos em herança uma «joia» da oração de Jesus, que muitas vezes é chamado Hino de júbilo, ou Hino de júbilo messiânico. Trata-se de uma oração de reconhecimento e de louvor, como pudemos ouvir. (...) Jesus dirige-se a Deus, chamando-lhe «Pai». Este termo expressa a consciência e a certeza de Jesus, de que é «o Filho», e está em comunhão íntima e constante com Ele, e este é o ponto central e a fonte de cada oração de Jesus. Vemo-lo claramente na última parte do Hino, que ilumina todo o texto. Jesus diz: «Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai, a não ser o Filho, e aquele a quem o Filho houver por bem revelar-lho» (Lc 10, 22). (...) Agora, interroguemo-nos: a quem deseja o Filho, revelar os mistérios de Deus? No início do Hino, Jesus manifesta a sua alegria, porque a vontade do Pai consiste em manter estas coisas escondidas aos doutos e aos sábios, e em revelá-las aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). (...) A revelação divina não se realiza em conformidade com a lógica terrena, para a qual são os homens cultos e poderosos que possuem os conhecimentos importantes e que depois os transmitem às pessoas mais simples, aos pequeninos. Deus recorreu a um outro estilo: os destinatários da sua comunicação foram precisamente os «pequeninos». Esta é a vontade do Pai, e o Filho compartilha-a com alegria. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 7 de dezembro de 2011)

  • Evangelho e palavra do dia 02 outubro 2026

    Leitura do Livro do Êxodo
    23,20-23

    Assim diz o Senhor:
    "Vou enviar um anjo que vá à tua frente,
    que te guarde pelo caminho
    e te conduza ao lugar que te preparei.
    Respeita-o e ouve a sua voz.
    Não lhe sejas rebelde,
    porque não suportará as vossas transgressões,
    e nele está o meu nome.
    Se ouvires a sua voz
    e fizeres tudo o que eu disser,
    serei inimigo dos teus inimigos,
    e adversário dos teus adversários.
    O meu anjo irá à tua frente
    e te conduzirá à terra dos amorreus,
    dos hititas, dos fereseus, dos cananeus,
    dos heveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei".
    Palavra do Senhor

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
    18,1-5.10

    Naquela hora,
    Os discípulos aproximaram-se de Jesus
    e perguntaram:
    "Quem é o maior no Reino dos Céus?"
    Jesus chamou uma criança,
    colocou-a no meio deles
    e disse:
    "Em verdade vos digo,
    se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças,
    não entrareis no Reino dos Céus.
    Quem se faz pequeno como esta criança,
    esse é o maior no Reino dos Céus.
    E quem recebe em meu nome uma criança como esta,
    é a mim que recebe.
    Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
    pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
    veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus".

    Segundo a tradição da Igreja, todos nós temos um anjo, que nos preserva e nos dá conselhos. Quantas vezes ouvimos: “Deverias agir assim... isto não está bem... presta atenção!”. É a voz deste nosso companheiro de viagem. (...) E quando não queremos escutar o seu conselho, escutar a sua voz, é como dizer-lhe: 'Olha, vai embora!'. Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem, nenhuma mulher pode aconselhar a si mesmo. Eu posso aconselhar outro, mas não aconselhar a mim mesmo. Há o Espírito Santo que me aconselha, há o anjo que me aconselha. Por isso, nós precisamos. Esta não é uma doutrina sobre os anjos um pouco fantasiosa: não, é a realidade. Aquilo que Jesus, que Deus disse: 'Eu envio um anjo diante de ti para te guardar, para te acompanhar no caminho, para que não erres'. (...) Hoje, eu faria a pergunta: como é a relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe bom dia, pela manhã? Digo-lhe: 'Guarda-me durante o sono?' Falo com ele? Peço-lhe conselho? Ele está ao meu lado. Podemos responder a esta pergunta hoje, cada um de nós: como é a relação com este anjo que o Senhor enviou para me guardar e me acompanhar no caminho, e que vê sempre a face do Pai que está nos céus. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 2 de outubro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 01 outubro 2026

    Leitura do Livro de Jó
    19,21-27

    Disse Jó:
    "Piedade, piedade de mim, meus amigos,
    pois a mão de Deus me feriu!
    Por que me perseguis como Deus,
    e não vos cansais de me torturar?
    Gostaria que minhas palavras fossem escritas
    e gravadas numa inscrição
    com ponteiro de ferro e com chumbo,
    cravadas na rocha para sempre!
    Eu sei que o meu redentor está vivo
    e que, por último, se levantará sobre o pó;
    pois que tiverem destruído esta minha pele,
    na minha carne, verei a Deus.
    Eu mesmo o verei,
    meus olhos o contemplarão,
    e não os olhos de outros.
    Dentro de mim consomem-se os meus rins".

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    10,1-12

    Naquele tempo,
    o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos
    e os enviou dois a dois, na sua frente,
    a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.
    E dizia-lhes:
    "A messe é grande,
    mas os trabalhadores são poucos.
    Por isso, pedi ao dono da messe
    que mande trabalhadores para a colheita.
    Eis que vos envio
    como cordeiros para o meio de lobos.
    Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias,
    e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!
    Em qualquer casa em que entrardes,
    dizei primeiro:
    'A paz esteja nesta casa!'
    Se ali morar um amigo da paz,
    a vossa paz repousará sobre ele;
    se não, ela voltará para vós.
    Permanecei naquela mesma casa,
    comei e bebei do que tiverem,
    porque o trabalhador merece o seu salário.
    Não passeis de casa em casa.
    Quando entrardes numa cidade
    e fordes bem recebidos,
    comei do que vos servirem,
    curai os doentes que nela houver
    e dizei ao povo:
    'O Reino de Deus está próximo de vós.'
    Mas, quando entrardes numa cidade
    e não fordes bem recebidos,
    saindo pelas ruas, dizei:
    'Até a poeira de vossa cidade,
    que se apegou aos nossos pés,
    sacudimos contra vós.
    No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!'
    Eu vos digo que, naquele dia,Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade".

    Hoje, o Evangelho (cf. Lc 10, 1-12) apresenta Jesus que envia setenta e dois discípulos para os povoados aonde Ele deveria ir, a fim de que preparassem o ambiente. Esta é uma particularidade do Evangelista Lucas, que ressalta o fato de que a missão não está reservada aos doze Apóstolos, mas envolve também outros discípulos. Com efeito diz Jesus "a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos" (Lc 10, 2). No campo de Deus, há trabalho para todos. Mas Cristo não se limita a enviar: Ele oferece também aos missionários regras de comportamento claras e específicas. Em primeiro lugar, envia-os "dois a dois", para que se ajudem mutuamente e dêem testemunho de amor fraternal. Adverte-os que serão "com cordeiros no meio de lobos": ou seja, deverão ser pacíficos apesar de tudo e transmitir uma mensagem de paz em todas as situações; não levarão consigo roupas, nem dinheiro, vivendo daquilo que a Providência lhes oferecer; cuidarão dos enfermos, como sinal da misericórdia de Deus; onde forem rejeitados, ir-se-ão, limitando-se a alertar acerca da responsabilidade da recusa ao Reino de Deus. (...) Este Evangelho desperte em todos os batizados a consciência de que são missionários de Cristo, chamados a preparar-lhe o caminho mediante as palavras e o testemunho da vida. (Papa Bento XVI, Angelus de 8 de julho de 2007)

  • Evangelho e palavra do dia 30 setembro 2026

    Leitura do Livro de Jó
    9,1-12.14-16

    Jó respondeu a seus amigos e disse:

    "Sei muito bem que é assim:
    como poderia o homem ser justo diante de Deus?

    Se quisesse disputar com ele,
    entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo.

    Ele é sábio de coração e poderoso em força;
    quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso?

    Ele desloca as montanhas, 

    sem que elas percebam
    e as derruba em sua cólera.

    Ele abala a terra em suas bases
    e suas colunas vacilam.

    Ele manda ao sol que não brilhe
    e guarda escondidas as estrelas.

    Sozinho desdobra os céus,
    e caminha sobre as ondas do mar.

    Criou a Ursa e o Órion,
    as Plêiades e as constelações do Sul.

    Faz prodígios insondáveis,
    maravilhas sem conta.

    Se passa junto de mim, não o vejo,
    e quando se afasta, não o percebo.

    Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo?
    Quem pode dizer-lhe: - 'O que está fazendo?'

    Quem sou eu para replicar-lhe,
    e contra ele escolher meus argumentos?

    Ainda que eu tivesse razão,
    não poderia replicar,
    e deveria pedir misericórdia ao meu juiz.

    Se eu clamasse e ele me respondesse,
    não creio que daria atenção à minha voz".

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,57-62

    Naquele tempo,

    enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam,
    alguém na estrada disse a Jesus:
    "Eu te seguirei para onde quer que fores".

    Jesus lhe respondeu:
    "As raposas têm tocas

    e os pássaros têm ninhos;
    mas o Filho do Homem 

    não tem onde repousar a cabeça".

    Jesus disse a outro: 

    "Segue-me".
    Este respondeu: 

    "Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai".

    Jesus respondeu:
    "Deixa que os mortos enterrem os seus mortos;
    mas tu, vai anunciar o Reino de Deus".

    Um outro ainda lhe disse: 

    "Eu te seguirei, Senhor,
    mas deixa-me primeiro 

    despedir-me dos meus familiares".

    Jesus, porém, respondeu-lhe:
    "Quem põe a mão no arado e olha para trás,
    não está apto para o Reino de Deus".

    O Evangelista apresenta-nos três personagens — poderíamos dizer três casos de vocação — que esclarecem o que é exigido daqueles que querem seguir Jesus até ao fundo, totalmente. O primeiro personagem promete-lhe: “Seguir-te-ei para onde quer que vás”. Generoso! Mas Jesus responde que o Filho do homem, contrariamente às raposas que têm as suas tocas e aos passarinhos que têm os seus ninhos, “não tem onde reclinar a cabeça”. (...) Assim Jesus nos indicou, a nós seus discípulos, que a nossa missão no mundo não pode ser estática, mas é itinerante. (...) O segundo que Jesus encontra, recebe diretamente d’Ele a chamada, mas responde: “Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar o meu pai” (...) Todavia, Jesus responde: “Deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. Com estas palavras, deliberadamente provocadoras, Ele tenciona afirmar o primado do seguimento e do anúncio do Reino de Deus, também sobre as realidades mais importantes, como a família. (...) Também o terceiro personagem quer seguir Jesus, mas com uma condição: fá-lo-á depois de se ter despedido dos parentes. Eis o que o Mestre lhe diz: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”. O seguimento de Jesus exclui arrependimentos e que se olhe para trás, mas exige a virtude da decisão. Jesus quer que sejamos apaixonados por Ele e pelo Evangelho. Uma paixão do coração que se traduz em gestos concretos de proximidade, vizinhança aos irmãos mais necessitados de acolhimento e cuidados. Precisamente como Ele mesmo viveu! (Papa Francisco, Angelus de 30 de junho de 2019)

  • Evangelho e palavra do dia 29 setembro 2026

    Leitura da Profecia de Daniel
    7,9-10.13-14

    Eu continuava olhando
    até que foram colocados uns tronos,
    e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar.
    Sua veste era branca como neve
    e os cabelos da cabeça, como lã pura;
    seu trono eram chamas de fogo,
    e as rodas do trono, como fogo em brasa.

    Derramava-se aí um rio de fogo
    que nascia diante dele;
    serviam-no milhares de milhares,
    e milhões de milhões assistiam-no ao trono;
    foi instalado o tribunal
    e os livros foram abertos.

    Continuei insistindo na visão noturna,
    e eis que, entre as nuvens do céu,
    vinha um como filho de homem,
    aproximando-se do Ancião de muitos dias,
    e foi conduzido à sua presença.

    Foram-lhe dados poder, glória e realeza,
    e todos os povos, nações e línguas o serviam:
    seu poder é um poder eterno
    que não lhe será tirado,
    e seu reino, um reino que não se dissolverá.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
    1,47-51

    Naquele tempo,

    Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou:
    "Aí vem um israelita de verdade,
    um homem sem falsidade".

    Natanael perguntou:
    "De onde me conheces?"
    Jesus respondeu:
    "Antes que Filipe te chamasse,
    enquanto estavas debaixo da figueira,
    eu te vi".

    Natanael respondeu:
    "Rabi, tu és o Filho de Deus,
    tu és o Rei de Israel".

    Jesus disse:
    "Tu crês porque te disse:
    Eu te vi debaixo da figueira?
    Coisas maiores que esta verás!"

    E Jesus continuou:
    "Em verdade, em verdade, eu vos digo:
    Vereis o céu aberto
    e os anjos de Deus subindo e descendo
    sobre o Filho do Homem".

    O evangelista refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aproximar-se exclama:  "Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo 1, 47). Trata-se de um elogio que recorda o texto de um Salmo: "Feliz o homem a quem Iahweh não atribui iniquidade" (Sl 32, 2), mas que suscita a curiosidade de Natanael, o qual responde com admiração:  "Como me conheces?" (Jo 1, 48a). A resposta de Jesus não é imediatamente compreensível. Ele diz:  "Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira" (Jo 1, 48b). Não sabemos o que aconteceu sob esta figueira. É evidente que se trata de um momento decisivo na vida de Natanael. Ele sente-se comovido com estas palavras de Jesus, sente-se compreendido e compreende:  este homem sabe tudo de mim, Ele sabe e conhece o caminho da vida, a este homem posso realmente confiar-me. E assim responde com uma confissão de fé límpida e bela, dizendo: "Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel" (Jo 1, 49). Nela é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 4 de outubro de 2006)

  • Evangelho e palavra do dia 28 setembro 2026

    Leitura do Livro de Jó
    1,6-22

    Um dia,
    foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor;
    entre eles também Satanás.

    O Senhor, então, disse a Satanás: 

    "Donde vens?"
    "Venho de dar umas voltas pela terra", 

    respondeu ele.

    O Senhor disse-lhe:
    "Reparaste no meu servo Jó?
    Na terra não há outro igual:
    é um homem íntegro e correto,
    teme a Deus e afasta-se do mal".

    Satanás respondeu ao Senhor:
    "Mas será por nada que Jó teme a Deus?

    Porventura não levantaste 

    um muro de proteção ao redor dele, 

    de sua casa e de todos os seus bens?
    Tu abençoaste tudo o que ele fez,
    e seus rebanhos cobrem toda a região.

    Mas, estende a mão e toca em todos os seus bens;
    e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!"

    Então o Senhor disse a Satanás: 

    "Pois bem,
    de tudo o que ele possui, podes dispor,
    mas não estendas a mão contra ele".
    E Satanás saiu da presença do Senhor.

    Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó
    comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho,

    um mensageiro veio dizer a Jó:
    "Estavam os bois lavrando 

    e as mulas pastando a seu lado,

    quando, de repente, 

    apareceram os sabeus e roubaram tudo,
    passando os criados ao fio da espada.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Estava ainda falando, 

    quando chegou outro e disse:
    "Caiu do céu o fogo de Deus 

    e matou ovelhas e pastores,
    reduzindo-os a cinza.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Este ainda falava, quando chegou outro e disse:
    "Os caldeus, divididos em três bandos,
    lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo,
    depois de passarem os criados ao fio da espada.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Este ainda falava, quando chegou outro e disse:
    "Teus filhos e tuas filhas 

    estavam comendo e bebendo vinho
    na casa do irmão mais velho,

    quando um furacão se levantou das bandas do deserto
    e se lançou contra os quatro cantos da casa,
    que desabou sobre os jovens e os matou.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Então, Jó levantou-se,
    rasgou o manto,
    rapou a cabeça,
    caiu por terra
    e, prostrado, disse:

    "Nu eu saí do ventre de minha mãe
    e nu voltarei para lá.
    O Senhor deu, o Senhor tirou;
    como foi do agrado do Senhor,
    assim foi feito.
    Bendito seja o nome do Senhor!"

    Apesar de tudo isso,
    Jó não cometeu pecado
    nem se revoltou contra Deus.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,46-50

    Naquele tempo,

    houve entre os discípulos uma discussão,
    para saber qual deles seria o maior.

    Jesus sabia o que estavam pensando.
    Pegou então uma criança, colocou-a junto de si

    e disse-lhes:
    "Quem receber esta criança em meu nome,
    estará recebendo a mim.
    E quem me receber,
    estará recebendo aquele que me enviou.
    Pois aquele que entre todos vós for o menor,
    esse é o maior".

    João disse a Jesus:
    "Mestre, vimos um homem 

    que expulsa demônios em teu nome.
    Mas nós o proibimos, 

    porque não anda conosco".

    Jesus disse-lhe:
    "Não o proibais, pois quem não está contra vós,
    está a vosso favor".

    Jesus, (...) depois de ter falado da primazia do serviço, faz um gesto. Vimos que os gestos de Jesus são mais fortes do que as palavras que usa. E qual foi o gesto? Ele pega num menino e coloca-a no meio dos discípulos, no centro, no lugar mais importante. O menino, no Evangelho, não simboliza a inocência, mas a pequenez. Porque os mais pequeninos, como as crianças, dependem dos outros, dos adultos, precisam de receber. Jesus abraça aquele menino e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, é a Ele que acolhe. Eis, antes de mais, quem servir:  quantos precisam de receber e não têm como restituir. (...) Ao acolher aqueles que estão à margem, negligenciados, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. E num pequenino, num pobre a quem servimos, também nós recebemos o terno abraço de Deus. Amados irmãos e irmãs, interpelados pelo Evangelho, perguntemo-nos: será que eu, que sigo Jesus, me interesso por aqueles que são mais negligenciados? Ou, como os discípulos daquele dia, procuro gratificação pessoal? Será que entendo a vida como uma competição para criar espaço para mim mesmo à custa dos outros, ou será que acredito que sobressair é servir? E, concretamente: dedico tempo a algum “pequenino”, a uma pessoa que não tem os meios para restituir? Ocupo-me de alguém que não me pode restituir, ou apenas dos meus parentes e amigos?  (Papa Francisco, Angelus de 19 de setembro de 2021)

  • Evangelho e palavra do dia 27 setembro 2026

    PRIMEIRA LEITURA

    Leitura da Profecia de Ezequiel
    18,25-28

    Assim diz o Senhor:

    Vós andais dizendo:
    "A conduta do Senhor não é correta.
    Ouvi, vós da casa de Israel:
    É a minha conduta que não é correta,
    ou antes é a vossa conduta que não é correta?

    Quando um justo se desvia da justiça,
    pratica o mal e morre,
    é por causa do mal praticado que ele morre.

    Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou
    e observa o direito e a justiça,
    conserva a própria vida.

    Arrependendo-se de todos os seus pecados,
    com certeza viverá;
    não morrerá".

     

    SEGUNDA LEITURA 

    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
    2,1-11

    Irmãos:

    Se existe consolação na vida em Cristo,
    se existe alento no mútuo amor,
    se existe comunhão no Espírito,
    se existe ternura e compaixão,

    tornai então completa a minha alegria:
    aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor;
    vivei em harmonia, procurando a unidade.

    Nada façais por competição ou vanglória

    mas, com humildade, cada um julgue
    que o outro é mais importante,

    e não cuide somente do que é seu,
    mas também do que é do outro.

    Tende entre vós o mesmo sentimento
    que existe em Cristo Jesus.

    Jesus Cristo, existindo em condição divina,
    não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

    mas esvaziou-se a si mesmo,
    assumindo a condição de escravo
    e tornando-se igual aos homens.
    Encontrado com aspecto humano,

    humilhou-se a si mesmo,
    fazendo-se obediente até à morte,
    e morte de cruz.

    Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

    e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

    Assim, ao nome de Jesus,
    todo joelho se dobre no céu,
    na terra e abaixo da terra,

    e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!"
    — para a glória de Deus Pai.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
    21,28-32

    Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes
    e anciãos do povo:

    "Que vos parece?
    Um homem tinha dois filhos.
    Dirigindo-se ao primeiro, ele disse:
    'Filho, vai trabalhar hoje na vinha!'

    O filho respondeu: 'Não quero'.
    Mas depois mudou de opinião e foi.

    O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa.
    Este respondeu: 'Sim, senhor, eu vou'.
    Mas não foi.

    Qual dos dois fez a vontade do pai?"
    Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
    "O primeiro".
    Então Jesus lhes disse: 

    "Em verdade vos digo,
    que os cobradores de impostos e as prostitutas
    vos precedem no Reino de Deus.

    Porque João veio até vós, num caminho de justiça,

    e vós não acreditastes nele.
    Ao contrário,
    os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele.
    Vós, porém, mesmo vendo isso,
    não vos arrependestes para crer nele".

    Se o teu coração não é um coração arrependido, se tu não escutas o Senhor, não aceitas a correção e não confias n’Ele, tu tens um coração não arrependido. Mas esses hipócritas que se escandalizam com isto que Jesus diz sobre os publicanos e as prostitutas, mas depois às escondidas iam até eles, ou para desabafar suas paixões ou para fazer negócios – mas tudo às escondidas –, eram puros! E a estes o Senhor não quer. (...) Esses não podem receber a Salvação. Eles estão fechados à Salvação. ‘Deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; confiará no nome do Senhor’, por toda a vida. E isso até hoje, não é? Quando vemos o santo povo de Deus que é humilde, que tem as suas riquezas na fé no Senhor, na confiança no Senhor – o povo humilde, pobre, que confia no Senhor: e estes são os salvos e este é o caminho da Igreja, não é? Deve ir por este caminho, não pelo outro caminho que não escuta a voz, que não aceita a correção e não confia no Senhor. (...)  Quando formos capazes de dizer ao Senhor: ‘Senhor, estes são os meus pecados – não são daquele ou daquele outro, são os meus… São os meus. Toma-os tu e assim eu serei salvo’ – quando nós formos capazes de fazer isso, seremos aquele belo povo, ‘povo humilde e pobre’, que confia no nome do Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 16 de dezembro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 26 setembro 2026

    Leitura do Livro do Eclesiastes
    11,9-12,8

    Alegra-te, jovem, na tua adolescência,
    e que o teu coração repouse no bem 

    nos dias da tua juventude;
    segue as aspirações do teu coração
    e os desejos dos teus olhos;
    fica sabendo, porém,
    que de tudo isso Deus te pedirá contas.

    Tira a tristeza do teu coração,
    e afasta a malícia do teu corpo,
    pois a adolescência e a juventude são vaidade.

    Lembra-te do teu Criador nos dias da juventude,
    antes que venham os dias da desgraça
    e cheguem os anos dos quais dirás:
    "Não sinto prazer neles";

    - antes que se obscureçam o sol, a luz,
    a lua e as estrelas,
    e voltem as nuvens depois da chuva;

    quando os guardas da casa começarem a tremer,
    e se curvarem os homens robustos;
    quando as poucas mulheres cessarem de moer,
    e ficarem turvas as vistas 

    das que olham pelas janelas

    e se fecharem as portas que dão para a rua;
    quando enfraquecer o ruído do moinho,
    e os homens se levantarem ao canto dos pássaros,
    e silenciarem as vozes das canções,

    e houver medo das alturas 

    e sobressaltos no caminho,
    enquanto a amendoeira floresce,
    o gafanhoto se arrasta
    e a alcaparra perde o seu gosto,
    porque o homem se encaminha para a morada eterna,
    e os que choram já rondam pelas ruas;

    - antes que se rompa o cordão de prata
    e se despedace a taça de ouro,
    a jarra se parta na fonte,
    a roldana se arrebente no poço,

    - antes que volte o pó à terra, de onde veio,
    e o sopro de vida volte a Deus que o concedeu.

    Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes,
    tudo é vaidade.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,43b-45

    Naquele tempo,

    todos estavam admirados
    com todas as coisas que Jesus fazia.
    Então Jesus disse a seus discípulos:

    "Prestai bem atenção às palavras que vou dizer:
    O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens".

    Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia.
    O sentido lhes ficava escondido,
    de modo que não podiam entender;
    e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

    Eles tinham medo da cruz. O próprio Pedro, após aquela solene confissão na região de Cesareia de Filipe, quando Jesus diz isso outra vez, repreende o Senhor, dizendo-lhe: “Não, jamais, Senhor! Isso não!” Ele tinha medo da cruz. Mas não apenas os discípulos, não apenas Pedro: o próprio Jesus tinha medo da cruz. Ele não podia enganar a si mesmo, Ele sabia. E tão grande era o seu medo que, na noite daquela quinta-feira, suou sangue. Tão grande era o medo de Jesus que disse quase as mesmas palavras de Pedro. Quase. “Pai, afasta de mim este cálice”; mas acrescentou: “seja feita a tua vontade”. Esta é a diferença. (…) Devemos pedir a graça de não fugir da cruz quando ela vier. Com medo, é verdade, ela nos dá medo. (…) Muito próxima de Jesus na cruz está a sua mãe, a sua mamãe. Nós rezamos a ela e será bom pedir-lhe que nos conceda a graça não de tirar o temor – é natural ter medo da cruz –, mas de não nos apavorarmos e fugirmos da cruz. Ela estava lá e sabe como se deve estar perto da cruz. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 28 de setembro de 2013)

  • Evangelho e palavra do dia 25 setembro 2026

    Leitura do Livro do Eclesiastes
    3,1-11

    Tudo tem seu tempo.

    Há um momento oportuno
    para tudo que acontece debaixo do céu.

    Tempo de nascer e tempo de morrer;
    tempo de plantar e tempo de colher a planta.

    Tempo de matar e tempo de salvar;
    tempo de destruir e tempo de construir.

    Tempo de chorar e tempo de rir;
    tempo de lamentar e tempo de dançar.

    Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar;
    tempo de abraçar e tempo de se separar.

    Tempo de buscar e tempo de perder;
    tempo de guardar e tempo de esbanjar.

    Tempo de rasgar e tempo de costurar;
    tempo de calar e tempo de falar.

    Tempo de amar e tempo de odiar;
    tempo de guerra e tempo de paz.

    Que proveito tira o trabalhador de seu esforço?

    Observei a tarefa que Deus impôs aos homens,
    para que nela se ocupassem.

    As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno.
    Além disso, ele dispôs que fossem permanentes;
    no entanto o homem jamais chega a conhecer
    o princípio e o fim da ação que Deus realiza.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,18-22

    Aconteceu que Jesus 

    estava rezando num lugar retirado,

    e os discípulos estavam com ele.
    Então Jesus perguntou-lhes:
    "Quem diz o povo que eu sou?"

    Eles responderam: 

    "Uns dizem que és João Batista;
    outros, que és Elias; 

    mas outros acham
    que és algum dos antigos profetas que ressuscitou".

    Mas Jesus perguntou: 

    "E vós, quem dizeis que eu sou?"

    Pedro respondeu: 

    "O Cristo de Deus".

    Mas Jesus proibiu-lhes severamente
    que contassem isso a alguém.

    E acrescentou: 

    "O Filho do Homem deve sofrer muito,

    ser rejeitado pelos anciãos,
    pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei,
    deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia".

    «Quem dizem os homens», interpela Jesus «que é o Filho do Homem?» Em primeiro lugar, há a resposta (...) a das pessoas comuns. Para elas, o Nazareno não é um “charlatão”: é um homem justo, corajoso, que fala bem e que diz coisas certas, como outros grandes profetas da história de Israel. (...) Porém, porque essas pessoas o consideram apenas um homem, no momento do perigo, durante a Paixão, também elas o abandonam e vão embora, desiludidas. (...) Ainda hoje, não faltam contextos nos quais Jesus, embora apreciado como homem, é simplesmente reduzido a uma espécie de líder carismático ou super-homem, e isto não apenas entre os não crentes, mas também entre muitos batizados, que acabam por viver, a este nível, num ateísmo prático. Este é o mundo que nos está confiado e no qual, como tantas vezes nos ensinou o Papa Francisco, somos chamados a testemunhar a alegria da fé em Cristo Salvador. Por isso, também para nós, é essencial repetir: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». É essencial fazê-lo, primeiramente, na nossa relação pessoal com Ele, no empenho em percorrer um caminho quotidiano de conversão. Mas depois também, como Igreja, vivendo juntos a nossa pertença ao Senhor e levando a todos a sua Boa Nova. (Papa Leão XIV, Homilia de 9 de maio de 2025)


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